sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Ano Novo vida nova

 É isso que dizem não é ? Ano Novo vida nova. Há anos que digo o mesmo à mim própria.

Nesta última semana limpei a caixa de entrada do blogue e reparei que tinha 8 mensagens super queridas de seguidoras que diziam que tinham chegado aqui (duas tinham reencontrado a dama) e que estavam a adorar os textos, que já tinham rido e chorado com as minhas palavras. Sinceramente acredito, pois há uns quantos blogues que quando os encontrei senti o mesmo.

Aqui sou e sempre fui  genuína, também não tinha necessidade de não o ser, ninguém me paga para agradar ninguém e muitos familiares e amigos seguem este cantinho por isso facilmente era "apanhada".




Uns posts mais atrás, até porque não tenho escrito muito, falei do meu ano de 2016... O quanto foi duro.
Podem atirar as pedras que quiserem, chamar nomes, rir e apontar, mas não podem dizer que não tentei. Tentei durante 20 anos precisamente, lutei contra batalhas que muita gente não imagina, usei escudos, armaduras, flechas, espadas, espingardas... Só não usei 9 milímetros, nunca calhou.
Era uma miúda quando quis fazer a vida dos crescidos e acreditei que seria assim.
Não foi.

2016 foi um ano muito difícil, caramba doeu como o...  tudo. Fui trocada no dia da mãe e chorei como uma verdadeira Madalena arrependida.
Coloquei em causa todos os anos que dediquei às minhas filhas em tempo inteiro, coloquei-me a mim em causa coisa que nunca antes tinha acontecido sempre soube o meu lugar e o que valia. Pensei 50x se o erro era meu. Consultei três médicos e tomei medicação, a sério.
Todos me diziam o mesmo.
Ainda assim dei uma nova oportunidade a esta família, a família que construímos.
Dois anos depois precisamente na mesma altura terminou. Desta vez apenas porque não adianta. O problema não é ele nem eu, somos nós.
Agradeço tudo aquilo que me fez crescer, as minhas duas filhas (nenhum outro homem me vai dar estas duas) agradeço todos os cuidados que teve comigo quando tive doente, todas as torradas, todas as birras que fiz, e as poucas vezes que fez o jantar quando não me apetecia.
Acredito que ambos os sentimentos fossem sinceros mas no final não importa o que sofremos com isso, importa o que fizemos sofrer as nossas filhas ao acreditar que ia ser diferente.

Tenho a certeza que muitas de vocês se estão a rever neste filme, outras estão a pensar "Granda Parva"...
Não julguem, ou por outra nem queiram ouvir nenhuma versão. Quem ouvir vai sempre tomar parte.

O problema não é o que é que foi desta vez... Desta vez não interessa nada.

A nossa casa era um sonho nosso, agora é meu e das nossas filhas e assim será sempre porque não tenho intenção nenhuma de sair daqui.
As lembranças serão sempre muitas.

Se alguém tem alguma coisa a ver com isto? Não, da última vez desisti de tudo e simplesmente não escrevi mais nada. Desta vez o blog é meu, o instagram é meu escrevo o que eu quiser.
Uma das minhas resoluções deste ano é qualquer coisa como a minha avó dizia "os cães ladram mas a caravana passa" e os meus 37 anos já não me permitem aturar muita coisa.
Aprendi que sorrir é o melhor remédio, sorrir e acenar.


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