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segunda-feira, 25 de junho de 2012

De mãe

De modo nenhum tenho a intenção de ensinar alguma mãe, mas vou deixar aqui algumas dicas que aprendi na vivência dos primeiros meses com as minhas duas filhas, e que podem ajudar uma futura mamã.


Quando a Catarina nasceu, não comprei praticamente nada para ela. Em primeiro lugar não sabia o que comprar não quis saber o sexo, logo só podia comprar artigos neutros, depois não fazia ideia do que iria precisar. Com a Victória fiz o mesmo. As pessoas gostam sempre de oferecer miminhos nestas alturas e ficamos com roupas a triplicar, muito mais que aquelas que iremos conseguir vestir. Os bebés crescem muito depressa e usam duas três vezes a mesma peça de roupa nos primeiros 3 meses. Depois deixa de lhe servir.

Os bodys são as peças que mais usei à Victória porque se sujam com muita facilidade, basta um cóco fora da fralda e já está.


De tanta roupinha que eu tinha quando ela nasceu, já quase nada lhe serve. Apesar de ainda não ter feito 2 meses já usa roupa para 3, e vou-me sempre seguindo desta forma: quando fizer 3 meses vou escolher roupa para 6, quando fizer 6 vou escolher roupa para 9 e assim sucessivamente.

As melhores peças de roupa para se usar na maternidade seja um bebé que nasça no Verão ou no Inverno, são sem dúvida estas:


São práticas e frescas, nos Hospitais está sempre uma temperatura amena, logo não vale a pena roupas muito quentes porque os bebés também se constipam com o calor e se se sentirem desconfortáveis então vão passar horas a chorar.

A mãe pode usar uma camisa de noite fresca e de manga curta (eu tive imenso calor, feita parva levei uma de manga comprida), os bebés têm sempre mais frio que nós, logo os quartos na maternidade são bastante quentes.

Depois do parto é aconselhável usar uma cinta (tal como durante a gravidez para apoiar o peso da barriga). Durante a gravidez e apesar de ter feito umas barrigas enormes, nunca usei, mas depois do parto ofereceram-me esta da Chicco.


Um balúrdio de dinheiro por uma cinta que, ou o meu corpo não tem a altura certa para que a cinta  aperte onde deve apertar, ou então a cinta não serve mesmo para nada. Usei-a durante uns tempos, mas penso que a faixa da mesma marca fosse uma melhor opção. Na primeira gravidez e com a quantidade de pontos que levei não conseguia usar nada que me apertasse em baixo, por isso usei a faixa (depois ofereci-a à minha avó que ainda hoje anda com ela para suportar as dores nos rins... estas cintas não servem apenas para as grávidas).

Há dias encontrei nos amigos chineses esta outra cinta, que quanto a mim, sim aperta no lugar certo (e por bastante menos dinheiro!).
Escolhi esta cor, não por ser bonita, mas porque posso usá-la quer seja por baixo de roupa branca ou preta.


As fraldas para bebé descartáveis, já experimentei de todas as marcas inclusivé as de marca branca e não vejo necessidade de comprar uma marca em especial. Quanto a mim as de marca branca do Pingo Doce satisfazem na perfeição e o preço/quantidade é bastante em conta.


Nunca usei um corta unhas às minhas filhas nos nos seus primeiros 6 meses de vida. Tinha imenso medo de lhes cortar um bocado de carne... roía-lhes as unhas, afinal elas tem umas unhas tão fininhas que parece uma pele. A Victória nasceu com umas unhas enormes, e quando chora arranha-se toda, temos que andar sempre na manicure.


No nariz, uso apenas uma cotonete. Não sou apologista dos aspiradores nasais (sei que há casos em que são mesmo necessários, mas se o bebé for saudável não vejo a necessidade), acho que lhes tira a respiração e sentem-se aflitos. Nunca usei nenhum.


O choro dos bebés nunca é igual, se repararmos bem quando têm fome choram de uma maneira, quando têm sono de outra e quando têm alguma dor o choro é bastante aflitivo. O importante é ouvi-los e compreendê-los. NUNCA adianta gritar por não se entender um bebé... é lógico que isso nunca o irá acalmar. Ouvir, sussurar palavras doces, fazer SSSHSHHHSHSHSHH ao ouvido (é um som aproximado ao que ouviam dentro do útero) são sempre boas maneiras para acalmar um bebé. Se ele se sentir amado e acarinhado, com certeza vai ficar mais confortável, vocês não ficam?




Quando a minha filha chora e eu já não sei o que fazer, encho-lhe a banheira e deixo-a ficar de barriga para baixo por um bocadinho enquanto lhe faço uma massagem nas costas. Depois viro-a e faço o mesmo na barriga - por norma resulta, o pior é quando sai.


É sempre muito importante fazer o bebé arrotar quando acaba de mamar (por vezes isso implica bolsar e por isso é necessário ter sempre à mão uma fralda ou um babete), o facto de não arrotar pode fazer com que venha a chorar de aflição por não expelir o ar que entrou enquanto mamou (seja no seio ou no biberon).



Na maternidade ensinam as mamãs a fazer uma ginástica com as perninhas para aliviar os gases. Fazer um exercício tipo bicicleta ou massajar a barriga com movimentos como os ponteiros do relógio também ajuda.

Esta espreguiçadeira era do primo, mas tem uma função vibratória que segundo dizem também alivia muito as cólicas. Eu não dei por grande diferença, mas o facto de a poder balançar alivia-me a mim os braços, e ela gosta imenso de aqui estar. Uma das melhores invenções para bebés, estas espreguiçadeiras, na altura da minha filha mais velha acho que não havia nada disto... pelo menos eu não ouvia falar. A "aranha" também dá imenso jeito, mas só para mais tarde (9 meses aproximadamente).




 Em cima da mesa da cozinha... pois, muitas vezes só assim é que consigo fazer as nossas refeições.


E por aí, há alguém que queira partilhar mais alguma dica para aliviar as cólicas dos bebés?
É extenuante quando os ouvimos chorar e já não sabemos o que fazer... eu que o diga, por isso tento sempre de tudo, desde que ela me dê aquele sorriso desdentado, vale tudo!





terça-feira, 8 de maio de 2012

Presente para bebé :: Embrulho original

A Velud'arte enviou-me um presente com uma embalagem que eu achei super original.
Um frasco de mel, um paninho bordado com a inicial da Victória, e uns sapatinhos de bebé no interior do frasco.








Fácil e muito engraçado, mas o importante foi o facto de ser oferecido com amor, claro! Ou não fosse esta menina uma querida, cheia de ideias e muito bom gosto.

A nossa bebé está a aumentar bastante o seu peso, no espaço de 8 dias aumentou 312gr e para uma recém nascida alimentada a leite materno não está mesmo mal.

Peço desculpa pela ausência mas nestes dias, todo o meu tempo livre é dedicado às duas princesas da casa. Entre as visitas dos familiares e amigos, a roupa para lavar e estender, as refeições e a lida da casa não sobra muito visitar os vossos cantinhos.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

O segundo milagre da minha vida

Na madrugada do dia 11, levantei-me para ir à casa de banho e senti umas dorezinhas... pensei "será?" mas voltei a deitar-me. Dali a pouco acordei o meu marido e disse-lhe que tinhamos que ir para o hospital - resposta dele: "Agora??! Mas eu deitei-me tardíssimo, tens mesmo a certeza?"
Deixei-o ficar, fui tomar banho, arranjei-me e as dores aguentavam-se por isso voltei a acordá-lo e disse-lhe que tinhamos mesmo que ir. Acordei a Catarina e em robe, com uma mantinha, lá fomos nós a caminho do hospital.

Podia ter ido para o hospital da minha área de residência, podia. Mas como sou teimosa, tinha que ir para Cascais. Segundo o meu marido "tu gostas é dessas mariquices!" mas, não gostamos todas? E eu tinha a certeza que ficava melhor em Cascais, perto da minha sogra para dar assistência à Catarina, enquanto o jeitoso estivesse comigo.

A meio da autoestrada é que foi o bonito... as dores apertavam e ainda hoje me pergunto como não arraquei o apoio do braço da porta do carro. Em Aveiras, na A1 as dores eram tantas, tantas que eu já não conseguia controlar-me,  e o meu marido não sabia o que fazer ao ver o pânico em que eu estava.
Mesmo a chegar à A5, a entrada para Cascais e para o hospital, senti uma pressão enorme e as águas rebentaram.
O meu marido é um excelente condutor, sei que conduz depressa (quando pode) mas tenho confiança nele. Logo naquele dia que eu queria que ele voasse, não passava dos 160km/h e dizia "Isto é um carro velho! Não posso ir mais depressa!"
E ainda queria parar nas portagens...
Eu gritava de um lado, e ele do outro dizia muito calmamente "tu queres-me lixar a vida..." (hoje rio-me ao lembrar das palavras dele, mas na altura estava capaz de lhe arrancar os dentes). Passou na via verde e o caso não era para menos. Dois minutos nas portagens seriam suficientes para eu ter a criança dentro do carro.

A minha filha no banco de trás, muito caladinha, dava-me uma mão e colocava a outra na minha testa, dizendo "eu sei que tu és forte mãe..."


Ao chegar ao hospital, eu senti-a a cabeça da bebé lá mesmo em baixo. O meu marido vem com uma enfermeira e uma cadeira de rodas, que depressa voltou para trás e regressou com uma maca (eu não me conseguia sentar, nem fechar as pernas).
Em seguida lembro-me de entrar no hospital e ver as luzes dos corredores. Implorei para me tirarem as calças (leggins, foi o que usei durante toda a gravidez) e a Sra. Enfermeira gritou "Por amor de Deus, não faça força!" ao que eu respondi, gritando também - "O QUÊ???"

E a bebé nasceu!

Foi um momento único. Senti a bebé sair completamente sozinha, só eu e ela.
A enfermeira disse:
- "Já está, 8h54m!"


Senti aquela coisinha roxa em cima de mim, com aquele choro inconfundível de um recém-nascido, o nariz muito achatado, os olhinhos escuros a olhar para mim e pensei "Oh Meu Deus, não pode ser minha!" Claro que era, o cordão umbilical ainda estava preso a mim.
Lembro-me que apenas tinha comigo o telemóvel, e assim que vi a minha princesa a reação foi imediata, tirar uma fotografia (manias que se apanham com os blogs).
Quando olhei para o raio do telemóvel e vi que não passava de um simples telefone, que apenas faz e recebe chamadas. Fiquei furiosa! É o que dá ser pobre...

Não houve médicos, ou obstetras, apenas duas enfermeiras que trataram de nós com toda a amabilidade. Levei apenas 3 ou 4 pontos, nada parecido com os que levei da minha primeira filha, e fomos as duas muito bem tratadas por toda a equipa que nos acompanhou. Em poucos hospitais as enfermeiras se dirigem a nós dizendo :"Bom dia Lúcia, o meu nome é XXX e vou estar consigo esta manhã" ou "o meu nome é XXX e vou acompanhá-la aqui ou ali".

O pai entrou em seguida, mal teve tempo de estacionar o carro, a enfermeira deu-lhe imediatamente os parabéns quando entrou no bloco.
A Catarina aguardou na sala de espera, mas foi emocionante a reação dela quando entrou no quarto à tarde e viu a mana pela primeira vez. O pai já lhe tinha mostrado as fotografias e ela disse logo que eram as duas parecidas.
De facto a Victória é mais gordinha, nasceu com 3475g, tem menos meio centimetro que a irmã, mas hoje já lhes começo a encontrar semelhanças.

Lembro-me que agradeci imenso por ser abençoada duas vezes desta maneira. Duas princesas lindas perfeitas, com saúde e o meu marido ao meu lado nesta situação toda.
Pedi ainda que  uma menina que conheço pudesse ser também abençoada desta maneira, certamente seria uma mãe muito estremosa. Todas as mulheres que o queiram, deviam poder ser mães pelo menos uma vez na vida, e sentir o dom da maternidade.
Um beijinho muito grande para ela, e estou a torcer para que um dia lhe aconteça também um milagre.

Já perdi a conta de quantas vezes comecei este post. mas não têm sido dias fáceis, o cansaço também não ajuda, mas espero em breve voltar à rotina. Hoje consegui terminar o post com uma taça de morangos com chatilly de um lado e a Victória do outro.

Agradeço a todas os vossos comentários anteriores e fico mesmo muito contente por saber que tantas de vocês estão desse lado, mesmo anónimas que nunca comentaram antes, por favor não se acanhem :D) e estejam à vontade, este blog também é vosso.

Victória 8 dias, 3520g:




sexta-feira, 13 de abril de 2012

Finalmente... VICTÓRIA!!!!

Sem palavras...













   Prometo que nos próximos posts conto a história toda, neste momento vim apenas agradecer a todas, as vossas palavras e partilhar a minha Victória com todas tias da blogoesfera que esperavam (quase) tanto por este dia como eu.
O importante é que ela veio cheia de saúde, chegámos a casa hoje e estamos muito felizes.

Um grande beijinho a todas e obrigada por tudo.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Momentos a duas....

Enquanto a Victória não lhe apetece sair cá para fora e dar o ar da sua graça à mamã, vou aproveitando estes momentos.
Acalmando a minha ansiedade.
Gosto mesmo de um bom chá de "Melissa" e uns croissantes apenas com manteiga.




Pelas minhas contas o tempo terminava hoje, mas esta menina ainda dentro da barriga da mãe já não me obedece!

Quanto aos passarinhos...
Não há hipótese, os bichos só andam de pernas para o ar.





Tentei com cola quente, tentei com dois tronquinhos para fortalecer o peso e nada. Ou é falta de jeito, ou os passarinhos já morreram e eu não dei por isso.
Por enquanto a inspiração não me leva a mais nada.

terça-feira, 20 de março de 2012

Pelas minhas contas... 39 semanas

O médico diz que tenho 37 semanas e uns dias, eu acho que são 39 e uns dias, por isso está quase... quase. Continuamos sem acertar na data, mas estava previsto para 23 de Março, o problema está na data da 1ª ecografia que não coincide.
Aquele friozinho na barriga já começou a aparecer há uns tempos e o melhor é não pensar muito nisso, deixar acontecer e seja o que Deus quiser. Desde que venha com saúde e seja perfeitinha, uma mãe supera tudo!

A Catarina nasceu com 37 semanas e 5 dias (pelas contas dos médicos eu não fazia ideia nenhuma). Não foi um parto fácil, mas tirando os pontos correu tudo bem.






sábado, 10 de março de 2012

Das tias da blogoesfera

Desde que iniciei este blog há 2 anos precisamente, nunca me arrependi.
Conheci pessoas super simpáticas pela blogoesfera e logo numa altura em que fiquei em casa, desempregada onde passava imenso tempo sozinha. Mudámos a nossa zona de habitação cerca de 160 km para esta aldeia onde não conhecia-mos ninguém, e desde então comecei a falar com várias de vocês, que me têm acompanhado nestas aventuras pela casa e agora na gravidez.

Estas foram as prendinhas que recebi e que não posso deixar de partilhar, agora que o nascimento se aproxima.

A primeira foi da Cor de chá, uma menina muito querida (por vezes desaparecida dos posts mas que nunca se esquece e anda sempre por aqui), um anjinho com estrelinhas feitas em origami, o qual ela tem uma paciência extrema.


Disse-me para o colocar perto do berço em sinal de proteção e assim o vou fazer.

Também fez questão de contribuir para o meu tamanho XXL e ofereceu-me estas compotas feitas por ela que eram simplesmente divinais!

As caricas forradas eram os lacinhos dos embrulhos

A Catarina já usou mais os brincos que eu... perguntou logo se eu os emprestava.




No Natal a Daniela, ofereceu-me mais este vestidinho com o casaquinho. Estou ansiosa para a ver no Verão com as pernocas ao léu e estes elefantes amorosos.


Também ofereceu uma barbie à Catarina, que ela adorou.

Não sei o que se passou no Natal, mas as fotos ficaram todas "tresmalhadas"...

A Carla, do blog Arte e manha, ofereceu as letras que estão no quarto das princesas, pintadas por ela e penduradas com aquele lacinho.


O "V" está meio perdido mas não é para ficar (era onde havia um prego).




A C.E do blog Uma Casa Encantada, ofereceu estes dois babetes com estes tecidos que eu adoro e nunca encontro. Estreou-se nas costuras e ficaram perfeitos!


Assim como a "princesa ruiva que fez para a Catarina:



Está linda, e a minha filha já insistiu em usa-la com este calor.

A Anabela, ofereceu-me este conjunto lindo com fraldinha e sapatinhos.

Adorei o promenor da fita e o tecido das bolinhas.

Mas este casaquinho com as botinhas, feito por ela com esta lã é a coisa mais fofinha de se pegar!


São tantas as artistas que se encontram por este mundo dos Blogs, pessoas genuínas, que sem sequer nos conhecerem nos oferecem estes mimos e nos enchem o coração.

Nesta maré de Maria Madalena, não posso deixar de me emocionar com os vossos comentários e os vossos miminhos, tanto de seguidoras anónimas que me contactam por email, como por outras bloggers.
A todas muito obrigada por se deixarem conhecer, e fazer com que este blog pequenino continue.

                                                                         Dama das camélias, 2 º aniversário