quarta-feira, 16 de maio de 2012

De saco de praia, a túnica

Este era um saco de praia da minha filha mais velha (que estranho falar assim ;p). Fazia conjunto com uma túnica que se fartou de usar, mas o saquinho estava como novo. Andei a arrumar roupas de verão e entre algumas peças de roupa que já não lhe servem retirei este saco e outras que vou reutilizar para a mais nova.
O calor que se tem sentido por aqui tem sido insuportável, e a pequenina já anda toda "descascada".




Estiquei o tecido e recortei a abertura para os braços.


Na parte superior onde tinha o cordel, retirei-o e coloquei uma fita mais larga. Na parte inferior abri o fundo do saco para poder vestir.



Fiz dois lacinhos e a pequenina ficou toda satisfeita, com cores de Verão. Não me preocupei com as  bainhas, porque este tecido não se desfaz e, seja para a praia ou para estar em casa ao fresco, serve perfeitamente.





Num instante fiz uma túnica para a bebé, mas fica a ideia de quem queira fazer uma de tamanho maior 5 minutos antes de sair para a praia. basta um tecido, uma bainha para colocar uma fita e recortar os braços.
Está feito!




sexta-feira, 11 de maio de 2012

1 mês







O melhor do mundo

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Cá de casa...

- Catarina, para que é isto aqui na sala?
- Para eu fazer uma coisa contigo.
- Mas eu já te disse que não quero fazer nada, para que é que desarrumas tudo??
- OLHA PORQUE TENHO ESPERANÇA!!

É isto aqui em casa, uma chora e quer colo a outra desarruma e quer atenção... eu só quero dormir três dias seguidos.
A Victória não é daqueles bebés que chora a noite toda, mas de 3 em 3 horas lá está ela a dar sinal que tem fome. É tão preguiçosa como a mãe, e acaba por adormecer com a mama na boca. Depois tenho que a acordar, fazer arrotar, mudar a fralda... e nisto tudo perco pelo menos uma hora.
De manhã quando me levanto, sinto-me como se me tivesse passado um comboio por cima.

A Sasha, a nossa cadela, nos primeiros dias estranhou a nova hospede cá em casa. Ela chorava e a cadela ladrava completamente desenfreada. Eu tinha receio de a apresentar, mas teve mesmo que ser, assim que a deixei cheirar a bebé ela acalmou.
Um destes dias a bebé dormia aqui na sala, o meu marido estava no quintal e deixou a porta aberta. Quando entro na sala e vejo a Sasha a cheirar o berço e a espreitar a Victória... primeiro deu-me vontade de gritar, depois achei ternurenta a atitude da cadela: "Era só para ver se estava tudo bem."




terça-feira, 8 de maio de 2012

Presente para bebé :: Embrulho original

A Velud'arte enviou-me um presente com uma embalagem que eu achei super original.
Um frasco de mel, um paninho bordado com a inicial da Victória, e uns sapatinhos de bebé no interior do frasco.








Fácil e muito engraçado, mas o importante foi o facto de ser oferecido com amor, claro! Ou não fosse esta menina uma querida, cheia de ideias e muito bom gosto.

A nossa bebé está a aumentar bastante o seu peso, no espaço de 8 dias aumentou 312gr e para uma recém nascida alimentada a leite materno não está mesmo mal.

Peço desculpa pela ausência mas nestes dias, todo o meu tempo livre é dedicado às duas princesas da casa. Entre as visitas dos familiares e amigos, a roupa para lavar e estender, as refeições e a lida da casa não sobra muito visitar os vossos cantinhos.

domingo, 29 de abril de 2012

Duende verde

Sem tempo para o blog. Ultimamente as minhas fotos são todas dedicadas às Princesas da casa.
Não tenho tido tempo para "aventuras" cá em casa ou "bricolices", mas com o tempo começo a actualizar.

Hoje venho mostrar a minha Duende verde, com os sapatinhos e o gorro que fiz e mostrei aqui.
A nossa bebecas é muito sossegadinha, come e dorme... chora, mas é muito calminha.










quinta-feira, 19 de abril de 2012

O segundo milagre da minha vida

Na madrugada do dia 11, levantei-me para ir à casa de banho e senti umas dorezinhas... pensei "será?" mas voltei a deitar-me. Dali a pouco acordei o meu marido e disse-lhe que tinhamos que ir para o hospital - resposta dele: "Agora??! Mas eu deitei-me tardíssimo, tens mesmo a certeza?"
Deixei-o ficar, fui tomar banho, arranjei-me e as dores aguentavam-se por isso voltei a acordá-lo e disse-lhe que tinhamos mesmo que ir. Acordei a Catarina e em robe, com uma mantinha, lá fomos nós a caminho do hospital.

Podia ter ido para o hospital da minha área de residência, podia. Mas como sou teimosa, tinha que ir para Cascais. Segundo o meu marido "tu gostas é dessas mariquices!" mas, não gostamos todas? E eu tinha a certeza que ficava melhor em Cascais, perto da minha sogra para dar assistência à Catarina, enquanto o jeitoso estivesse comigo.

A meio da autoestrada é que foi o bonito... as dores apertavam e ainda hoje me pergunto como não arraquei o apoio do braço da porta do carro. Em Aveiras, na A1 as dores eram tantas, tantas que eu já não conseguia controlar-me,  e o meu marido não sabia o que fazer ao ver o pânico em que eu estava.
Mesmo a chegar à A5, a entrada para Cascais e para o hospital, senti uma pressão enorme e as águas rebentaram.
O meu marido é um excelente condutor, sei que conduz depressa (quando pode) mas tenho confiança nele. Logo naquele dia que eu queria que ele voasse, não passava dos 160km/h e dizia "Isto é um carro velho! Não posso ir mais depressa!"
E ainda queria parar nas portagens...
Eu gritava de um lado, e ele do outro dizia muito calmamente "tu queres-me lixar a vida..." (hoje rio-me ao lembrar das palavras dele, mas na altura estava capaz de lhe arrancar os dentes). Passou na via verde e o caso não era para menos. Dois minutos nas portagens seriam suficientes para eu ter a criança dentro do carro.

A minha filha no banco de trás, muito caladinha, dava-me uma mão e colocava a outra na minha testa, dizendo "eu sei que tu és forte mãe..."


Ao chegar ao hospital, eu senti-a a cabeça da bebé lá mesmo em baixo. O meu marido vem com uma enfermeira e uma cadeira de rodas, que depressa voltou para trás e regressou com uma maca (eu não me conseguia sentar, nem fechar as pernas).
Em seguida lembro-me de entrar no hospital e ver as luzes dos corredores. Implorei para me tirarem as calças (leggins, foi o que usei durante toda a gravidez) e a Sra. Enfermeira gritou "Por amor de Deus, não faça força!" ao que eu respondi, gritando também - "O QUÊ???"

E a bebé nasceu!

Foi um momento único. Senti a bebé sair completamente sozinha, só eu e ela.
A enfermeira disse:
- "Já está, 8h54m!"


Senti aquela coisinha roxa em cima de mim, com aquele choro inconfundível de um recém-nascido, o nariz muito achatado, os olhinhos escuros a olhar para mim e pensei "Oh Meu Deus, não pode ser minha!" Claro que era, o cordão umbilical ainda estava preso a mim.
Lembro-me que apenas tinha comigo o telemóvel, e assim que vi a minha princesa a reação foi imediata, tirar uma fotografia (manias que se apanham com os blogs).
Quando olhei para o raio do telemóvel e vi que não passava de um simples telefone, que apenas faz e recebe chamadas. Fiquei furiosa! É o que dá ser pobre...

Não houve médicos, ou obstetras, apenas duas enfermeiras que trataram de nós com toda a amabilidade. Levei apenas 3 ou 4 pontos, nada parecido com os que levei da minha primeira filha, e fomos as duas muito bem tratadas por toda a equipa que nos acompanhou. Em poucos hospitais as enfermeiras se dirigem a nós dizendo :"Bom dia Lúcia, o meu nome é XXX e vou estar consigo esta manhã" ou "o meu nome é XXX e vou acompanhá-la aqui ou ali".

O pai entrou em seguida, mal teve tempo de estacionar o carro, a enfermeira deu-lhe imediatamente os parabéns quando entrou no bloco.
A Catarina aguardou na sala de espera, mas foi emocionante a reação dela quando entrou no quarto à tarde e viu a mana pela primeira vez. O pai já lhe tinha mostrado as fotografias e ela disse logo que eram as duas parecidas.
De facto a Victória é mais gordinha, nasceu com 3475g, tem menos meio centimetro que a irmã, mas hoje já lhes começo a encontrar semelhanças.

Lembro-me que agradeci imenso por ser abençoada duas vezes desta maneira. Duas princesas lindas perfeitas, com saúde e o meu marido ao meu lado nesta situação toda.
Pedi ainda que  uma menina que conheço pudesse ser também abençoada desta maneira, certamente seria uma mãe muito estremosa. Todas as mulheres que o queiram, deviam poder ser mães pelo menos uma vez na vida, e sentir o dom da maternidade.
Um beijinho muito grande para ela, e estou a torcer para que um dia lhe aconteça também um milagre.

Já perdi a conta de quantas vezes comecei este post. mas não têm sido dias fáceis, o cansaço também não ajuda, mas espero em breve voltar à rotina. Hoje consegui terminar o post com uma taça de morangos com chatilly de um lado e a Victória do outro.

Agradeço a todas os vossos comentários anteriores e fico mesmo muito contente por saber que tantas de vocês estão desse lado, mesmo anónimas que nunca comentaram antes, por favor não se acanhem :D) e estejam à vontade, este blog também é vosso.

Victória 8 dias, 3520g:




sexta-feira, 13 de abril de 2012

Finalmente... VICTÓRIA!!!!

Sem palavras...













   Prometo que nos próximos posts conto a história toda, neste momento vim apenas agradecer a todas, as vossas palavras e partilhar a minha Victória com todas tias da blogoesfera que esperavam (quase) tanto por este dia como eu.
O importante é que ela veio cheia de saúde, chegámos a casa hoje e estamos muito felizes.

Um grande beijinho a todas e obrigada por tudo.