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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Yeeehhhh!!

Dizem que a felicidade dura mais se não contarmos a ninguém, eu não acredito muito nisso. Se ligarmos a televisão nas notícias o que não falta são desgraças, se falarmos com alguém há sempre lamentos, por isso gosto de boas notícias, saber que alguém está feliz que também há muita coisa boa à nossa volta.

Ontem foi um dia muito bom. Um dia que eu já aguardava há algum tempo cheia de nervos.

Consegui finalmente tirar a carta de condução!
Confesso que nunca gostei de conduzir, nunca achei piada... adoro andar de carro, fazer viagens parando aqui e ali, tive a sorte de que o meu marido adora conduzir e tive uma amiga com quem eu saia imensas vezes, ela adorava conduzir e eu andar de carro. Foram várias as vezes em que ela me ia buscar ao emprego ao fim da tarde e andámos a passear sem rumo por lisboa.

Não tirei a carta de condução por mim, continuo a não gostar de conduzir acho horrível tirar e pôr mudanças, mas custava-me imenso estar em casa e não poder levar as minhas filhas onde me pediam porque o pai não estava em casa. Quando eram convidadas pelas amigas para uma simples festa de aniversário tinham que recusar porque o pai não estava em casa, e até mesmo eu tinha que recusar imensas vezes ir aqui ou ali porque ele não estava em casa.
Por elas tudo vale a pena e a mãe lá foi.




Escola de condução Porto Alto, no Entroncamento, adorei a simplicidade e simpatia de todos sem excepção, são óptimos profissionais e os preços super atractivos.
Adorei o Luís com o seu ar concentrado e muito sério, ao entrar na sala a primeira vez pensei " isto vai ser mesmo bom.... que raio de seca vou apanhar aqui" com o tempo percebi que ele é exactamente a primeira impressão que as pessoas têm de mim. Mal encarada, com a mania que é esperta, sisuda e por aí fora.
As aulas tornaram-se interessantes, adorei o método de ensino que acabava por ser divertido de vez em quando ele com o seu ar sério dizia cada uma que ninguém esperava e não era só eu que me ria, mas por vezes tinha mesmo que esconder a cara. Aulas assim valem a pena. Ao contrário do que eu pensava, ele gostava que apresentasse-mos dúvidas, caso contrário ele não estaria ali a fazer nada e por mais absurdas que fossem nunca me chamou de "loira" (se calhar pensou... mas não disse).
O João é o rapaz simpático da secretaria que pede os exames e só não faz mais se não puder, deve ter uma cabeça incrível sabia o meu número de processo de cor e estive lá durante 2 anos.

Foi estudar e passar no exame de código, esse foi à primeira.

Entre o Jorge (que parecia ser pouco mais velho que eu e que coitado aquele coração nunca mais será o mesmo tal foram os sustos que lhe preguei, mas sempre muito divertido, por levar tudo na brincadeira deixava-me animada) e o Daniel (já mais experiente e aventureiro sem medo da morte com mais de 20 ossos partidos) as aulas prácticas de condução foram exaustivas, não havia meio de fazer reduções sem solavancos, nem travagens suaves... coitados, iam sempre dizendo que ainda havia solução para mim.

Quando pensei que a coisa já estava mais ou menos resolvida, chumbei a primeira vez ao fim de 5 minutos a conduzir. Bati com a roda num passeio ao fazer uma curva. O Luís era quem ia comigo no carro, quando lhe perguntei se tinha estragado alguma coisa, assim que o examinador me mandou passar para trás, olhou para mim com uma expressão que não me hei-de esquecer, foi qualquer coisa como "Cala-te pah estavas a ir tão bem como é que fizeste uma coisa destas!!" ele puxa mesmo pelos alunos, ficou zangado e eu fiquei furiosa por ter sido tão estúpida, sempre medi bem as distâncias até em estradas apertadas.
A segunda vez então foi para esquecer... vou com o Daniel sempre sereno, o caminho todo a coisa corre bem, ele diz que eu subi um passeio quando parei num stop, eu não dei por nada e o examinador não abriu a boca. Deixei o carro ir abaixo 3 ou 4 vezes porque não queria arrancar dali tipo "velocidade furiosa", furiosa já estava eu, e com uma pilha de nervos. No fim páro para um camião fazer a manobra e quando o examinador me pergunta o que estou a li a fazer mudo imediatamente de direcção como ele tinha pedido. Mudei mas com os nervos não contornei a placa e entrei como se fosse em sentido contrário. Antes de me chamarem nomes, sei que não fui a primeira nem a única a fazer o mesmo naquele local... Embora não me sirva de consolo sinto-me menos burra.a  Enviei uma mensagem o para o Luís a chorar como uma desalmada (eu só choro por dois motivos ou pelas minhas filhas ou por qualquer coisa parva). Disse que desta vez não tinha estragado o carro mas que tinha chumbado na mesma, que nunca mais voltava a passar pelo mesmo, acabou-se. Eles estava de férias e ligou-me imediatamente , muito calmo diz-me que desistir é para os fracos e para lá passar na segunda feira de manhã. 
A terceira foi de vez.... correu bem, o examinador disse-me que se tivesse acabado de almoçar tinha deitado tudo para fora, mas que respeitei as regras e tenho que controlar a velocidade (acho que é problema de família).

Agora vai o rebanho para todo o lado! As pitas já podem ir ao cinema, às festas de aniversário das amigas, a mãe pode ir às compras sem ter que esperar pelo pai.

O pai, esse ainda há-de implorar para ir comigo às compras. Conduzir com ele ao lado não, obrigada.



Vocês, podem gritar, apitar, chamar nomes até à minha quinta geração cá para mim é igual! ;)
Acho que vou colar uma cartolina no vidro a dizer que tenho a carta há uma semana, duas semanas e assim sucessivamente, só naquela pode ser que façam o desconto.


Estou super contente, e agradeço a dedicação de toda da escola, não ganho nada com isto já paguei a carta mas desde os grandes profissionais, aos preços pequenos vale a pena passar por lá.






quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Início do ano lectivo

Este foi o primeiro ano lectivo da minha princesa pequenina. Acho que só eu é que ainda a acho pequenina... e tenho saudades disso.

Ao início ela dizia "Não quero ir para a escola" Como mostrei neste vídeo que irá ficar recordado para sempre. Lembro-me da primeira vez que falámos na ida para a escola, ao jantar todos juntos e ela responde: " Mas poquê eu tenho que ir pá escola, já não gostam de mim aqui é?"
Partiu-me o coração...



No primeiro dia as mãe puderam ficar na sala, houve crianças que choraram bastante, vi uma agarrada ao pescoço do pai a gritar e a avó puxava-a e dizia "Vamos lá embora, tens de ficar!"... Eu seria incapaz de deixar uma filha assim. Cada um sabe de si, mas se até aqui as crianças ficavam com familiares acho que era importante que ficasse alguém com elas naquele dia. Claro que algumas já estão habituadas à creche, lidam bem com o assunto, mas as outras... tive imensa pena. O início do ano lectivo é com certeza um dia importante para as crianças, elas não se esquecem como certos adultos, apenas mostram de uma forma diferente.

Os únicos que lá ficaram fui eu e o tio de um menino que por sinal me surpreendeu bastante. Aquele ar de jovem de 20 e poucos anos, loiro, olhos azuis cheio de swag, cap na cabeça (mesmo dentro da sala) era a coisa mais preocupada e cheia de atenções para com o sobrinho, não o deixou chorar, limpou as lágrimas e garantiu-lhe mesmo que não o deixava sozinho.
Quando a Vi simpatizou finalmente com a auxiliar, foi com o tal menino para uma outra sala onde estão bicicletas e trotinetes para  brincar. Eu saí para tomar um café (o jovem ficou) e quando voltei lá estava ela à minha espera. 

O medo delas passa por pensarem que vamos ali "abandoná-los", expliquei-lhe vezes sem conta que ela se ia divertir com os meninos e que ia fazer muitos jogos divertidos, pintar, brincar, ouvir histórias (que a mãe não tem paciência nenhuma para contar e o pai ainda menos) e no final a ia buscar outra vez "é só por um bocadinho!"
Resultou. 




 Felizmente a Vi não chorou nem um bocadinho até agora. A professora diz que ela só ficava triste e se lembrava da mãe quando via os outros chorar com saudades.
Adoro quando a vou buscar e ela diz "Eu não chorei viste mãe!"
Agora felizmente ao fim de uma semana vai bem sozinha basta deixá-la no portão e lá vai ela toda contente aos pulinhos, sobe os degraus e olha lá para dentro à procura das amigas. A mãe que é bom, nada! Fico do lado de fora à espera que ela olhe para trás para lhe dizer adeus, mas ela quer é brincar.

Fazendo as contas... o jeitoso diz que temos que fazer outro bebé ou então a nossa casa só terá bebés novamente daqui por 15 anos (sem querer apressar a nossa filha mais velha).

Adoro ouvi-la falar dos colegas e tratar cada um pelo primeiro e segundo nome. Acho imensa piada quando ela chega e me conta o que fez com o seu jeitinho despreocupado sem relativizar muito o que quer que seja. Hoje disse-me que a V.C já não é amiga dela, não se quis sentar ao pé dela e foi ter com a J.S.

Correu mesmo muito bem este início e nem sequer foi preciso a primeira semana apenas só de manhã, blá blá blá como eu havia pensado. E ainda bem que assim foi, deixa-me descansada.

É uma turma de 28 crianças, a educadora conta com uma auxiliar, mas parece tudo bem organizado. Adoro estar no portão à espera dela e ver os meninos saírem todos dois-a-dois de mãos dadas a formarem um comboio.
No meu tempo saia tudo ao molhe, a ver quem chegava às grades primeiro e conseguia descobrir o pai ou mãe no meio da confusão. Cada vez gosto mais deste meio pequeno

A Victória era daquelas crianças que achava imensa piada ao parque infantil da Ikea mas nunca lá quis ficar porque a mãe não pode entrar.
A mãe espera que na próxima ida à Ikea já possa ir às compras descansada!




domingo, 14 de junho de 2015

Princesa

A cada dia conto as horas para deixar esta princesa na escola, sei bem o quanto ela vai chorar e sei que hei-de vir para casa a chorar... foram tantas as vezes que deixei a irmã na ama, ela em pranto e eu de coração apertadíssimo a fechar a porta.
A Catarina ficou com a minha avó dos 6 meses até fazer um ano, depois foi para uma ama da minha total confiança, aos 4 anos ficou comigo em casa até ir para a pré-primária aos 5. Não foi fácil, mas temo que com a Victória venha a se pior.





 Um pequeno video de como ela é, esqueçam a minha voz de galinha e concentrem-se na voz doce que ela tem :)





quinta-feira, 14 de maio de 2015

3 aninhos

Este ano já entras na escola... e o meu coração aperta, sei que não vai ser fácil nem para ti nem para mim, mas havemos de nos habituar. O importante é que, até aqui tiveste comigo, como eu sempre quis.
Ao contrário do que muita gente possa pensar (e pensa), és super atrevida, desenrascada, sabes fazer desenhos, dizes que vais para a tua escola. Contas até dez já há algum tempo e quando brincas à "mercearia" fazes sempre o troco de 2euros, mas o número que mais gostas é o 45 vai se lá saber porque...
Vestes-te e calças-te sozinha, és um doce de menina, claro que também tens grandes birras e choras "porque sim" como costumas responder quando te pergunto porque estás a chorar.
As tuas birras nenhuma passa por quereres isto ou aquilo num supermercado, nunca te permiti isso!
Ris-te muito, muito e o teu riso é contagiante. Também és envergonhada e que nem pensem te levam de qualquer maneira.
Comes sozinha desde os 18 meses e a partir de agora vamos começar com a faca... tenho receio porque não há dia nenhum que não atires com o copo abaixo e seja água por todo o lado (se isto se dá com o garfo, imagino com a faca e o garfo).
Tens um feitio tramado, adoras andar com as mãos à cintura e isso assusta-me, não sei a quem é que foste buscar isso, mas não gritas, valha-nos isso!
"Diz lá a mim porque, ah??" ou "Tu enganaste??!!" ou ainda " Eu não sou princesa, sou Victória Silva!!
Mas não és má, não bates em ninguém, não tens maldade, brincas com todos e não queres nada só para ti, acho até que és boa demais, mas foi assim que te ensinei a ser.
Só tenho receio que na escola não haja mais meninas como tu... bem, há-de haver com certeza isto é apenas o meu coração de mãe.




A tua festa foi pequenina mas é assim que gostamos, com aqueles que nos são presentes, não importa se são amigos ou familiares. Em breve terás festas de aniversário cheias de amigos.



Tudo feito pela mae, com a ajuda imprescindivel de uma amiga sempre disponivel.





O aniversário dela foi no dia 11 de Abril, mas na altura não escrevi o post e quero guardar aqui para mais tarde recordar. Não faz sentido deixar de publicar só porque passou o dia (na altura não tinha computador) e já que escrevi aqui toda a história, desde que engravidei, quero continuar.

sábado, 8 de novembro de 2014

Daqui a 10 anos

Ontem li por aí uma pergunta que me fez pensar "onde estavas tu há 10 anos atrás?".
Fiquei a pensar e com toda a certeza afirmo que com 23 anos não sabia nada. Dou graças aos meus 33 anos hoje, agradeço estar como estou apesar de tudo e fico mesmo feliz por terem passados 10 anos, juro.

Lembrei-me de um post que escrevi num outro blog "Daqui a 10 anos", e publico-o aqui para mais tarde recordar. Na altura a minha filha mais velha escreveu o mesmo e guardei.
Tenho pena de não ter feito o mesmo com 23 anos, só por curiosidade.


Daqui a 10 anos quero ter uma casa de campo, isolada de vizinhos, onde entre o sol, onde a brisa levante as minhas cortinas numas janelas de madeira. Onde tenha um alpendre, com uma cadeira de baloiço, e um jardim com flores perfumadas da época.

     imagem google

Daqui a 10 anos quero beber um chá com a minha filha mais velha nesse alpendre, e ver a minha pequenina a fazer os trabalhos de casa.

Daqui a 10 anos quero que a minha filha mais velha já tenha o começo de um bom futuro profissional, e que a mais pequena tenha juízo. Quero continuar a ter o maior orgulho nas minhas filhas e que elas tenham o mesmo por mim e pelo pai. Quero que sintam que somos os seus melhores amigos, que podem sempre contar connosco, e que estaremos sempre aqui para elas seja porque motivo for.


Daqui a 10 anos quero ter a carta de condução e ir para onde me apetecer sozinha. É ridículo, mas é verdade. Ou então quero ter um motorista ;)


Daqui a 10 anos quero ter algumas rugas próprias da idade e que cada uma conte uma história. Quero que o meu marido me acompanhe, e que tenha mais cabelos brancos que eu (não há-de ser difícil). Quero sentir que sou uma mulher elegante e inteligente, não quero parar no tempo por estar fechada em casa.


Daqui a 10 anos quero sentir que a minha vida aos 41 anos não foi em vão. Que todo o tempo que abdiquei da minha situação profissional, foi por um óptimo motivo. Que se não tive ouro nem jóias, foi porque não precisei disso para ser feliz. Quero sentir orgulho por mim mesma, em não ter tido um ordenado no final do mês, mas que ainda assim sempre tive o que foi preciso e que nada fez falta às minhas filhas.


Daqui a 10 anos quero poder continuar a contar com a minha mãe, exactamente da mesma maneira que conto até hoje,quero ser eu a ajudá-la. Quero poder mostrar ao meu pai que não precisei da ajuda dele e consegui ser feliz sem que nada me faltasse, que nunca me esqueci dele, mas que ele se esqueceu que tinha três filhos e duas netas.


Daqui a 10 anos quero ter uma autocaravana e fazer o tipo de férias que eu e o meu marido gostamos. De norte a sul do país, estacionando aqui e ali, sem pressa para comer ou dormir.


Daqui a 10 anos, porque não, fazer uma verdadeira lua de mel (a quatro, não deixava cá as minhas filhas a não ser que elas insistissem...) Tailândia.


Daqui a 10 anos quero continuar a ser a mesma pessoa. Quero que todos os que me rodeiam tenham saúde e se encontrem bem.


Daqui a 10 anos acho que vou continuar a mudar a casa toda várias vezes ao ano... ao mês. Acho que vou continuar a fazer bricolagem e a reutilizar o que me apetecer, seria sinal de que a minha energia física e mental estaria bem.


Daqui a 10 anos quero continuar com o meu marido ao meu lado, e tenho a certeza que ao fim de 22 anos de casada ele vai continuar na mesma... que vai deixar a roupa no chão, vai continuar com a mania dos carros, dos negócios, vai continuar a dizer que não foi isso que ele me disse, vai continuar a atrasar-se, vai continuar a pedir-me para lhe preparar a roupa.
Tenho a certeza, ou pelo menos espero, que daqui a 10 anos continue a gostar da minha comida, a gostar que mesmo em noites de muito calor eu durma com a perna em cima dele, a gostar de me ver meio ensonada e despenteada, tenho a certeza que vai continuar a embirrar com a minha roupa... e, vai continuar a embirrar comigo e eu com ele, de certeza.


Daqui a 10 anos quero sentir que fui útil e essencial a alguém.

Daqui a 10 anos ... ...


Daqui a 10 anos quero voltar aqui e ler o que escrevi. Dizem que as palavras têm mais força quando são escritas, por isso aqui fica.
Mais alguém quer escrever?
A minha filha escreveu o mesmo e guardámos numa caixinha onde tenho todas as recordações dela desde bebé. Daqui a 10 anos eu e ela iremos ler o que escrevemos, ela terá 20 anos e eu 41.

domingo, 14 de setembro de 2014

Mais mudanças

Duas filhas com diferença de 10 anos de idade não é fácil... Ainda mais quando se encontram em idades difíceis, as birras dos 2 anos e as aborrecencias dos 12 sendo que a Catarina mais parece ter 14 ou 15.

Hoje acordei com a Vi em cima de mim a dizer baixinho:" Mãae já é dia".... eu "mas é domingo, ainda é cedo, deita-te aqui para dormir mais um bocadinho". E ela com a mão na cabeça diz-me "Tu és fofinha mãe, mas é dez meea" (estou com medo que ela comece a apanhar a pronuncia da aldeia, não... acredito que seja apenas por ser pequenina). E era mentira, ela nem sabe ver as horas...

A Catarina ainda não começou a escola, já anda eufórica com o material escolar, os livros, as canetas. Quer um espaço para ela onde a Victória não alcance nada. Pois eu também gostava de encontrar um onde ela não descobrisse as minhas coisas. 
Exitámos muito, pois não queremos fazer as vontades todas da menina, mas tendo dois quartos para as duas, decidimos fazer um para cada uma.

Os brinquedos e os livros ficaram no quarto grande para a Victória poder ter espaço, sem retirar qualquer mobiliário. 






 Nunca gostei de ver um quarto com imenso brinquedos caríssimos nas prateleiras, acho um autêntico desperdício se depois não deixam as crianças brincar. Não gasto, nem gastei rios de dinheiro em brinquedos para as minhas filhas. Gosto de as ver brincar juntas, adoram fazer puzzels acho que é coisa de família e a Victória já faz alguns de 12 peças sozinha. A Catarina já não brinca com nada mas a irmã obriga-a a brincar com 3 três bébes na caminha, fazem papas na cozinha, gostam de ler, desenhar e ajudam a mãe a fazer bolinhos.

Gosto de ver as crianças saltar à corda, jogar ao elástico, à macaca, ao macaquinho do chinês... quem é que se lembra disto?


Em breve mais pinturas e fotos com as mudanças feitas. Sim troca-se tudo nesta casa e nunca se pára.


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

A nova amiga da minha filha

A minha filha mais velha entrou oficialmente "naquela idade"(já entrou há algum tempo eu é que acho que só me comecei a aperceber agora). Não é por ser minha filha mas a rapariga é linda todos os dias, tenho um enorme orgulho nela.




Adora roupas novas (não importa se foram usadas por alguém, para ela são novas), maquiagem (às vezes aparece à minha frente de cada maneira que mais parece uma assombração... como é lógico não anda na rua assim), gosta de inventar acessórios e não perde tempo em fazer pelas suas mãos algo que gostou de ver numa loja.

Refila por tudo e por nada, é teimosa até dizer chega, não é a melhor amiga dos estudos mas ainda assim não me posso queixar tem sempre boas médias, daqui para a frente é que vai começar a ficar mais apertado, entra agora no 7º ano.

Encontrou agora uma nova amiga a Yuya, e anda de volta da rapariga a toda a hora. É a Yuya pinta-se assim, ela disse que ficava giro se fizesse assim, "ah a Yuya...!!"

Já não posso ouvir falar na rapariga.
Espreitem-na aqui.

Adorei a ideia dos corações na parede e as fotos agrafadas. Existem vários vídeos, a miúda é muito engraçada a falar e muito bonita mesmo.


A Catarina tem uma boa diferença de idade em relação à irmã. São 10 anos de independência, um quarto só para ela e estava habituada a estudar sozinha, deitar-se sozinha e só arrumava o que ela mesma desarrumava. Ela adora a irmã acima de tudo o que é mais sagrado, mas quer muito um quarto só para ela já que a Victória não a deixa sozinha um segundo... estou para ver como vai ser daqui a uns anos!


 "Ai mãe se tu visses o quarto da Yuya! E o roupeiro dela, são montes e montes de roupa gira!! E a casa dela?! É- lin-da!!"


Ah Yuya.....


terça-feira, 22 de julho de 2014

Porta colares (ou cabideiro)

Cabideiro isto diz-se?? Na minha linguagem sim.


As minhas crianças não têm ordem de ficar o dia inteiro em frente à televisão, ou a jogar consolas nem mesmo a fazer pulseiras de elásticos, nova moda que não pára. Tento sempre ocupá-las com alguma coisa mais interessante, ao ar livre, ou fazer com que me ajudem nas tarefas domésticas. Não vejo mal nenhum nisso e a Victória adora ajudar a tirar a loiça da máquina (à vezes até tenta colocar a loiça suja e é um verdadeiro desastre!) e não deixa a cama por fazer, nem deixa a irmã se esquecer: " Kaká chacha cama!!"
Já a minha filha mais velha diz que nenhuma das amigas dela faz a cama, nem ajudam em casa. Acho mal, é a minha opinião, com 11 anos não vejo porque não ajudar os pais.

Ontem queriam pintar. Arranjei dois pedaços de madeira para cada uma, restos de um sofá que só servia mesmo para lenha... e dei-lhes tinta de água branca (de parede, mais fácil de limpar e obter o resultado que eu queria).

Estiveram entretidas cerca de meia hora... não foi muito mas entretanto esqueceram-se que estavam aborrecidas.




 Em seguida dei-lhes uma lixa 120 e pedi-lhes para limpar bem a madeira, principalmente os cantinhos. A Vi adorou, ria-se imenso, quanto mais força fazia para limpar mais se ria.

A mãe fez alguns furos com o berbequim, e aplicou também alguns pregos e camarões.


Escolheu alguns puxadores que andavam cá por casa e pintou-os a spray dourado (ando com uma pancada qualquer por dourado e branco ultimamente).
A melhor forma para pintar puxadores é esta: coloco um pau de espetadas em cada um deles e coloco-os na terra.




No final um suporte para colares no quarto das meninas.






E um cabideiro (?!) na entrada.




sexta-feira, 2 de maio de 2014

Cozinha infantil

 Mostrei aqui como reciclei material para fazer a cozinha da minha filha. Faltavam pequenos detalhes, tinta e tecido. As loiças foram prenda de aniversário sem que alguém soubesse o que estava a fazer.



A Victória adora estrelitas com leitinho, reconheces a garrafinha Lulu?


Esta moldura com o anjinho anda por aqui há muito tempo, tem por trás um salmo, mas lembrei-me dos carneirinhos que a minha filha adora e coloquei-a na cozinha. Outra ideia seria mais um daqueles posteres "keep calm it's my kitchen".


 Os bicos de fogão são 4 tampinhas de frascos de conserva, pintados a spray e desenhei o circulo a marcador de acetato. Os puxadores mais baratinhos da ikea rodam para que o "gás" acenda o lume, ela acha isso muito importante.

O canteiro de flores na janela... ela adora colher flores, cheirar e ainda adiciona uns temperos na comida.
As cortinas e o pano da loiça, são um conjunto de panos da ikea, os bolinhos também (prenda de aniversário).


Adorei fazer este projecto, e é tão bom vê-la brincar!

Antes com material reciclado:




Depois:



No início da semana a Victória estava a fazer um chá com a mãe e de repente pediu "ti-ti", lá fui eu a correr buscar o "wc" e não é que ela fez mesmo? Desde aí que sem mais rodeios deixou de usar fralda, só quando saímos! Fiquei impressionada com esta rapariga, apesar de ser a minha segunda filha, as crianças conseguem sempre surpreender-nos.
De noite continua a usar por precaução, mas acorda sempre seca. Fica super feliz quando faz "ti-ti", parecemos duas maluquinhas a bater palmas!!

domingo, 13 de abril de 2014

Um bocadinho daqui...

Tenho a sorte da minha mãe e da minha tia fazerem doces e salgados como ninguém. Eu faço-os porque gosto de os comer e porque infelizmente elas estão longe de mim...
O ano passado foi o primeiro ano que fiz sozinha uma festa para a minha filha mais velha e apesar do embaraço, gostei da experiência. Este ano fiz novamente a festa sozinha.

A minha mãe trouxe o bolo de aniversário (que foi decorados por todas aqui em casa), as bolinhas de carne e os rissois de camarão ( que o meu marido devora). A minha tia o bolo de pudim e o arroz doce, que segundo alguns amigos até disseram que gostam mais do meu, é claro que fiquei completamente babada!






Esquecemo-nos da vela e tivémos que improvisar... foi também a primeira vez que usei a pasta de açúcar, para a próxima ficará melhor.
No final do dia, os amigos ajudaram e preparámos o jantar, todos ajudaram na cozinha e no churrasco.
Adorámos o dia, mesmo muito bem passado e divertimo-nos imenso com as crianças.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Dois anos meu amor

Dois anos passaram desde que nasceu a minha filha mais nova. E ainda hoje ao pensar nisso o meu coração parece querer saltar do peito.



Há dois anos neste dia, depois de uma gravidez intensa que parecia não mais terminar, recordo que acordei por volta das 6h da manhã com uma dorzinha. Acordei o meu marido que dizia "Tens a certeza? Não dormir nada..." e achei que conseguia fazer a distância para o hospital de Cascais.
A meio da autoestrada as dores eram fortíssimas, só queria que o carro voasse.
Lembro-me de pensar que assim que chegasse ao hospital ia gritar por uma epidural... tão enganada que eu estava.
Ao chegar a Lisboa, senti uma contração de tal intensidade e o rebentamento das águas. Se por um lado é uma dor, por outro é um alívio imediato. Agora que penso nisso... nem doeu assim tanto.

Quando o carro parou em frente às urgências do Hospital de Cascais, sentia a cabeça da minha filha entre as pernas, entrei numa maca, sabia que assim que me levantasse ou abrisse as pernas ela nascia. Ao entrar no elevador, numa fração de segundos eu implorava para que me tirassem as leggins, e assim que as tiraram lembro-me da enfermeira dizer "Por Amor de Deus não faça força!"...
Pois não, já estava.

Senti a minha menina nascer completamente sozinha, só ela e eu.





É uma sensação absolutamente indiscritivel, tiraram-me a roupa e colocaram-na em cima de mim. Aquele choro de bebé é inconfundível, chorava ela, chorava eu, agradecia por tudo ter corrido bem e... chorávamos.
Tinha a minha filha no meu colo e o mundo parava ali.
Agradeci novamente por ter sido mãe pela segunda vez, algo que eu julgava impossível por nem sequer ser menstruada, e afinal sou mãe de duas meninas.

Levei apenas 3 ou 4 pontos, e a Victória nasceu com 3475gr.
Estava tão feliz e sentia-me tão bem sem quaisquer dores que só me apetecia voltar para casa.

Infelizmente, ou felizmente o tempo passa a correr e ficam apenas as recordações daqueles momentos que jamais voltam atrás, deixando muita muita de saudade...






                                                                                 1 Ano






Dois anos meu amor!

Dois anos de muito amor, alegria, sorrisos, choros, cansaço... mas acima de tudo vieste trazer ainda mais alegria às nossas vidas. A tua irmã ama-te incondicionalmente, e somos felizes ao teu lado.
És uma menina super despachada e inteligente, ainda pedes ó-ó e não é sono, é a maminha da mãe, mas felizmente já não acordas de noite e dormes até a noite toda na tua caminha. Não fazes ideia do quanto me custou quando te perguntei se querias dormir com a mãe e respondeste "não cama Kaka" (ainda não te habituaste que o quarto também é teu, e que a cama onde dormes é mesmo tua). Dizes tudo o que queres, adoras falar ao telefone com as avós, gostas de quase tudo tirando a batata cozida, não há nada que não te dê e que não gostes (a tua irmã não gosta de morangos e tu devoravas uma caixa se eu deixasse).
Dizes gosto da mãe, do pai, da Kaka (Catarina), dás muitos beijinhos, já começas a perguntar "o que é isto mãe??", és teimosa, adoras dar abracinhos, não páras um segundo, comes sozinha, és refilona, agarras o nosso pescoço e fazes cutchi-cuctchi, atiras com tudo ao chão não sei onde vais buscar tanta energia, gostas de jogar às escondidas com a mana embora te escondas sempre no mesmo sítio, choras muito, sorris e tens um riso super contagiante.







 És um doce meu amor e a mãe tem um orgulho enorme em ter duas filhas como vocês!




As lágrimas correm, guardo as recordações daquele dia para sempre
Se há algo de bom na vida, sem dúvida são os nossos filhos.