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terça-feira, 4 de outubro de 2016

Karma is a bitch

Lembram-se daquele post em que o querido deixou um balde de óleo em cima da churrasqueira, choveu e o balde transbordou? Este mesmo...

Pois é, adivinhem quem é que limpou?
EU, claro o senhor estava a trabalhar muito e eu estava em casa já não podia ver o cão todo preto, o chão e os muros.
Adivinhei quem é que pintou o quintal todo este ano?
EU, claro o senhor tem estado a trabalhar muito e eu estou em casa tenho muito bem tempo.

O problema aqui não é o tempo, nem sequer é a primeira vez que eu pinto paredes, o problema é fazer asneira e não resolver.

O nosso exterior está óptimo e irei mostrar mais fotos em breve.

Mas o anexo... oh o anexo!








Ficou branquinho como a neve.


Este anexo é o santuário dele, onde guarda tudo o que é porcaria (dele) e a árvore de natal, as bicicletas das miúdas, o carrinho da Vi, ou uma pequena lata de tinta minha lhe estorvam imenso. Construímos este anexo de propósito para guardar "tralha" e ainda não está terminado, como tudo por aqui, mas ele teima que as coisas têm que estar ali arrumadas - sem prateleiras, armários ou que seja.

Pois eu, aqui em casa, também gosto das coisas arrumadas e faço por isso.


Querido duas palavras:

Karma is a bitch


(ok 4).

domingo, 24 de abril de 2016

Um dia feliz

Há cerca de três anos recebi um comentário no antigo blog "Dama das camélias" (algumas leitoras ainda se recordarão dele), respondi e recebi um email. Desde aí que partilho uma amizade virtual com alguém que me faz rir a toda a hora e que partilha histórias comigo como se me conhecesse de longa data. Todos os dias há um telefonema ou uma mensagem, há sempre qualquer coisa a dizer ou uma foto a partilhar.
Segundo ela, ganhou coragem para falar comigo depois da Sofia nascer, uns meses depois da Victória. Estávamos as duas grávidas ao mesmo tempo, ela ficou de repouso e conheceu o meu blog, desde aí que "entra" na minha casa. Desde aí que descobrimos tantas semelhanças...

Muitos são os perigos que se encontram pela internet, e quem tem um blog sabe bem o que enfrenta mas até aqui em quase 6 anos, recebi apenas um único comentário menos bom de uma senhora menos feliz com a vida. Ganhei imenso com tudo o que partilho aqui e por isso tenho continuado.

Hoje foi o segundo dia em que a nossa amizade deixou de ser virtual, recebi a família dela em minha casa e adorei quando ela me disse que não se sentia visita, é mesmo isso que pretendo quando recebo alguém em minha casa. Em tom de brincadeira costumo dizer que a segunda vez que alguém é convidado deixa de ser visita e passa a arrumar a cozinha. Connosco é exactamente assim, não há cerimónias.



 Sem cerimónias, mas sem tachos na mesa. Enquanto arrumo a mesa, vou buscar qualquer coisa que me pediram e vejo um tacho com tampa na mesa. A sério, não é ter a mania mas com tanta loiça bonita o tacho só mesmo se for uma caldeirada. Devo ter feito a maior cara de espanto quando perguntei quem tinha colocado aquilo ali porque todos se riram.

A sangria estava deliciosa acho que apanhei o jeito, a carne maravilhosa e o peixe o meu preferido.

Aproveitámos para dar a conhecer um pouco a nossa zona que sem modéstia nenhuma é linda.






Apesar da distância que nos separa e de sermos apenas nós duas o elo de ligação, todos nos sentimos à vontade e as meninas entenderam-se perfeitamente.

Adorei quando se zangaram com a Catarina por causa de uma plasticina. A Victória como de costume faz a birra dela, já ninguém lhe liga, mas agora aprendeu que quando se faz mal pede-se desculpa e exigia um pedido de desculpa da irmã (que não tinha nada que dar porque a coitada não fez nada).
A Sofia que partilhava a birra com a outra às tantas pergunta "olha, mas porque é que nós estamos zangadas com ela mesmo?"

Adoro estes sorrisos sinceros e divertidos. As crianças não mentem.






 



sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Trash the dress

Já aqui há uns anos que eu queria voltar a vestir o meu vestido de noiva. A culpada foi a Sara que todos os anos volta a vestir o seu vestido de noiva (mesmo grávida) e deixou-me com a ideia na cabeça...
O ano passado foi um ano especial porque fizemos 15 anos no dia 15 de 2015, não vesti o vestido.
Este ano sozinha pedi a uma amiga para vir ter comigo e trazer a máquina fotográfica.

Há dois anos que tenho o meu vestido de noiva pendurado a decorar o quarto. Há pouco tempo tive mesmo para comprar uma caixa de cartão e guardá-lo novamente. Ontem pensei, "nãah vou vestir e vou mesmo". Aqui tenho a sorte de o poder vestir em zonas que ninguém me vê, ainda assim rimo-nos bastante as duas.















Estou a ficar obcecada por chapéus! O creme foi uma prenda de natal e este preto era do meu bisavô, guardo-o com muita estima e adoro-o.
Não havia bouquet nem cabeleireiro ou maquiadora, e senti-me 50 vezes mais bonita. A (matur)idade tem destas coisas.

 








16 anos depois, consigo vestir o mesmo vestido, depois de engordar 21 e 23 kg em cada gravidez sinto-me bem e muito mais madura, soubesse eu o que sei hoje há 16 anos atrás...





terça-feira, 5 de janeiro de 2016

#nemseioquediga

Acho que vou criar um novo capítulo aqui no blog com as histórias do meu marido... na verdade ele  acha que eu tenho uma página na internet só a falar dele, mas não. Estou a pensar seriamente nisso e tenho bastante material.

"Vou só ali mudar o óleo ao carro num instante que agora não está a chover..." Sim, querido, estamos no Verão, agora não chove.

Mudou o óleo, deixou o óleo antigo dentro de um balde que usa para essas coisas, onde? Em cima da churrasqueira para o cão não pôr lá o focinho...
Ah e tal não chove agora, pois agora não, mas entretanto começa a chover e ele vai trabalhar. Claro que eu não me ia lembrar de ver onde ele deixou o óleo antigo.

As gotas do telhado caiam a pique no balde que transbordava óleo por todo o lado e eu só vi este lindo resultado no dia seguinte.
Escusado será dizer que nem tinha cabeça para tirar fotografias, mas hoje mais calma, lá fui. Das duas uma ou entro na coisa e guardo recordação para quando ele disser que eu pintei o chão do quintal (de branco!) enquanto pintava um móvel, ou gritava, refilava, esbracejava e dizia-lhe algumas coisas menos boas que não iriam adiantar de nada...




Claro que não me contive e tive que lhe perguntar uma coisa ou outra do tipo "o que é que tinhas na cabeça??"

Claro que continua a chover... e nós temos um cão que era branco..... agora usa botas e deixa marcas pelo quintal todo.





Com a chuva tudo é ainda mais feio, mas neste momento este quintal não tem nada de bonito.




Querido, pensa duas, ou melhor 10 vezes quando voltares a dizer que pintei ali um bocadinho do chão com TINTA DE ÁGUA e o melhor é procurares serradura, um bom tira gorduras para limpares estas paredes e assim que chegar a primavera nem te atrevas a dizer "ah para a semana pinta-se..." eu já sei como é.



terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Coisas giras...

Já disse que sou uma sortuda? Já disse aqui o quanto gosto de coisas giras e que aproveito (quase) tudo o que os outros não querem?

Desta vez foi um casal em que o senhor faleceu e só 10 anos depois o conjugue conseguiu lá entrar e colocar a casa à venda. Não quis rigorosamente nada do que lá estava e eu, claro não podia recusar. 
Gosto de receber estas coisas, aceito sempre tudo e aviso que aquilo que não me fizer falta ofereço a alguém que lhes dê uso.


Agulhas duas carteirinhas cheias que me fazem sempre tanta falta, nunca sei onde deixo as agulhas é impressionante... as linhas são óptimas e esta máquina de costura da singer funciona a pilhas estou mesmo curiosa a experimentar. Alguém conhece, já usou?


Sempre gostei destas campainhas para chamar , pode ser que agora se abanar a campainha as meninas venham para a mesa à primeira . A travessa antiga, as chávenas para um chá com uma amiga (são apenas duas. mas são lindas) e o pratinho filado a ouro para os bolinhos.


Há uns tempos comprei no olx um jarro electrico por 5 eur, em inox e fiquei super contente pela óptima compra, agora aparece esta chaleira electrica antiga... fico a pensar que quase tudo o que eu quero aparece nas minhas mãos de uma maneira ou de outra, eu é que sou impaciente.


Em casa da minha avó a loiça usada todos os dias ainda é igual a esta. Faz-me recordar tanta coisa.


Garrafas que eu adoro, uma travessa para a lasanha mais pequena, bases de copo em cortiça e uma taça de vidro exactamente igual a duas que eu tenho onde bato as claras e faço os bolos. Assim fico com os três tamanhos,  a maior, a intermédia e a pequena, perfeito.

Cabides de madeira, este casal era extremamente organizado, os cabides, as camisas, as toalhas de banho todas brancas e imaculadas, tudo identificado com os seus nomes. Um dia tenho a ideia de ter uma casa com um hall de entrada grande onde vou colocar o nosso roupeiro antigo só com casacos e os cabides de madeira são perfeitos para os deixar direitinhos.

Outra coisa que me fazia imensa falta aqui em casa e que lhe vou dar mesmo muito uso é este aparelho. Caramba nunca vi uma terra com tanta mosca! Fantástico.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Factos reais

Quando criei o blog a minha filha mais velha tinha na altura 6/7 anos, estava na escola e o meu marido sempre trabalhou por turnos.
Desde o dia que comecei até hoje nunca me arrependi. Conheci pessoas fantásticas que partilham ideias, gostos e opiniões como eu, inspiro-me muito com elas e divirto-me imenso.

São os comentários que recebo e as mensagem que me deixam no correio que fazem este blog continuar, ainda que muitas vezes tenha pensado desistir de escrever e manter apenas fotos no facebook ou no instagram.

"Já fiz gosto na sua página há algum tempo, não sei quanto, mas hoje ao cruzar-me com o post do quartinho da Vitória fui ao blog e estou nisto há horas! Verdade, há horas. Fiz uma interrupção para ir às compras, mas mal voltei a casa, agarrei-me ao computador e "estou" em Maio de 2014. Lambi cada um dos posts e revi-me em cada um deles. Gostei particularmente de um que fala no que a Lúcia e a Catarina esperam das suas vidas daqui a 10 anos. Caramba, que esse post podia ter sido escrito por mim!"

Olá Lúcia,
sigo religiosamente o seu blog e acompanho aqui no facebook tudo aquilo que publica, pois identifico-me tanto consigo! Aqui em casa os moveis saltam de lugar imensas vezes e só não faço mais bricolages porque a falta de tempo definitivamente não me deixa ... trabalho mais de 9h por dia, chego super cansada a casa, tenho uma filhota de 26 meses cheia de energia e tudo para orientar para o dia seguinte.

"A Lúcia é uma inspiração e uma força da natureza. Se aqui há uns anos me dissessem que eu metia numa aventura de restaurar fosse o que fosse, diria que estavam maluquinhos."



Adoro receber estas mensagens e trocar conversas. Gosto mesmo de encontrar blogues com pessoas reais que mostram vidas que realmente são as suas e casas onde se vive e não onde se habita. Parece que não, mas é fácil perceber... Digo eu.

Além da decoração, das ideias simples e vontade de pôr a mão na massa, acabei por ir partilhando um pouco da minha vida.
Desabafos, o crescimento da Catarina, a gravidez da Victória, entre outras histórias... Quem nos vem acompanhando sabe que temos um orçamento reduzido mas que não nos impede de mudar, trocar ou continuar a viver com toda a dignidade. 

Além destas frases que deixei acima, recebi já alguns emails de pessoas que infelizmente estão a sofrer com a crise que todos atravessamos de uma maneira ou de outra. 
Perguntam-me como faço. Como gasto em compras no supermercado, se posso deixar sugestões de menus semanais, quais os detergentes que uso... bom, isso duvido que venha a publicar.
Tento explicar da melhor maneira, e respondo sempre ainda que por vezes demore um pouco nunca me esqueço.

Devo dizer que não sou mágica, vivo tal como as outras pessoas. Poupo em tudo o que posso, mas não sou de andar a correr atrás de talões e descontos, compro o que preciso consoante aquilo que posso gastar. Sou humilde o quanto baste não suporto pessoas que se fazem de coitadinhas, e terminam as frases em "inhas/os", não é isso que faz a humildade.
Sou o que sou, e o que tenho.
Tento sempre fazer o melhor possível com isso. Tento jogar com as cores, com os padrões, com artigos em segunda mão, ou que encontrei no lixo, sim porque não? Sou da opinião que as coisas simples resultam.

Gosto muito de mim e da minha família, por isso tento andar sempre arranjada e faço o mesmo por elas.
 " Ah e tal eles vivem bem" depende do conceito... Há quem viva pior, é um facto, mas não é por gastar 1 euro num verniz que vou ficar mais pobre e nem imaginam a vista que faz umas mãos cuidadas ou um rimel!
Vejam aqui os cuidados da Ermelinda.
Não sou capaz de ir levar a Victória à escola, ainda que seja aqui a 10 passos, sem me vestir decentemente e usar um bâton, tornar-se um hábito. Isso não faz de mim nem de qualquer mulher, uma pessoa com a mania, na minha opinião faz de mim um mulher que se cuida.
Não tenho um único fato de treino para não cair na tentação de o vestir "só para ir ali" se por acaso quiser usar uma roupa práctica uso leggins, e uso mesmo muitas vezes, mas não com uma t-shirt xl porque não é esse o meu número. 
Se podemos comprar uma peça bonita pelo mesmo preço que uma peça "práctica" porque havemos de comprar a práctica?


Menus é coisa que não tenciono falar por aqui, ainda que partilhe algumas receitas porque ultimamente ando com uma vontade estranha de cozinhar. Nunca sei o que vou comer no dia seguinte, não sei se almoço ou janto em casa, se temos ou não convidados, aqui o acaso prevalece sempre não somos pessoas de comer fora, não. Mas temos muitas vezes convites que nos dizem "faz a sobremesa que levamos o jantar" ou "hoje o jantar é aqui em casa". É tão bom receber uma mensagem assim e saber que temos amigos.

Detergentes... compro o que estiver na altura em promoção e cheire bem, amaciador adoro o confort azul.




sábado, 19 de setembro de 2015

Right & wrong

Desde que iniciei o blog que tiro imensas fotografias pela casa, sempre que gosto de um cantinho que acho que está bonito, ou mesmo que não tenha a certeza, tiro umas fotografias, guardo e vou vendo no computador o que posso alterar.
A verdade é que com o passar do tempo vou observando com mais atenção e nem tudo o que antes gostava agora adoro.
A sala é o ponto central desta casa, já perdi a conta das mudanças que fiz, quem me acompanha certamente sabe que não foram poucas (e no dia que isso deixar de acontecer algo não está bem comigo).
 Para algumas pessoas eu devo ser "maluquinha" ou não tenho o que fazer, na verdade tenho sempre, mas escolho fazer o que me deixa feliz e alterar um espaço ou uma divisão deixa-me sempre.

Neste momento a sala está assim:




Há sempre uma coisa ou outra que me apetece alterar, seja me sentir mais confortável, seja porque os meus olhos precisam de mimo. Agora que olho com atenção, quero mesmo mudar.

Não tenho a menor dúvida de que este espaço se tornou muito mais agradável, confortável e harmonioso desde que colocámos o chão flutuante, era mesmo imprescindível (aliás era... na casa toda).



Ainda assim, não estou satisfeita.
Preciso de comprar uma planta maior, estou há anos à espera que esta cresça mas desisto.
Os cortinados interiores, preciso de uns que mostrem o exterior, adoro aquele espaço e sempre posso ver o Mike (o nosso cão).
O cadeirão da avó do meu marido adoro, mas tentei ser eu a forrá-lo aqui há uns anos e o resultado foi esta brilhante maravilha e a máquina de costura avariada... ainda assim não desisti, já tenho o tecido falta o essencial para o poder levar a uma pessoa entendida para o deixar exactamente como ele merece.

Temos meesmo de comprar dois candeeiros de tecto e conseguir ter alguma luz nesta casa, (ouviste querido? - eu bem sei que lês o que escrevo aqui) agora que se aproxima o Inverno e que os dias são cada vez mais pequenos, às cinco da tarde é completamente breu aqui em casa.

A pilha de revistas ao lado do aparador, tem mesmo que levar um rumo mas não consigo deitá-las fora e não tenho outro lugar para elas.
Os objectos em cima do aparador e o centro de mesa também têm de ser "reciclados". A cadeira (bem como toda a mobília de jantar que gosto muito) tem de ser pintada de branco.


As almofadas são trocadas constantemente, mas gosto do branco para esconder o preto do sofá. Foi sem dúvida a melhor compra que fiz, não pelo extremo conforto que para nós é o suficiente, mas por ser em pele sintéctica... não fosse isso e tenho a certeza que teria um aspecto de 20 anos.
A nossa casa é para ser vivida e sim comemos muitas vezes sentados no sofá, uma sandes, uma bolacha, um lanche... e não vale a pena culpar a Victória, é inevitável.


O melhor é começar por algum lado...

Ainda alguém se lembra de como era a nossa sala quando nos mudámos para esta casa?
Se tiverem curiosidade basta pesquisar por "sala" (quadradinho superior esquerdo no topo do blog) adoro a diferença sendo tudo na mesma casa.

Antes: