terça-feira, 6 de agosto de 2013

Adeus Sasha...

A Sasha partiu hoje de manhã (dia 6 de Agosto), deixando-nos a todos com saudade.

Como eu tinha dito no post anterior, o meu marido estava a trabalhar e só hoje de manhã podíamos ir com ela ao veterinário.
Quando ele chegou às 8h da manhã, abriu o portão, ela levantou a cabeça, olhou para ele baixou a cabeça e ficou. Dali a uns segundos vomitou imenso sangue, e uns minutos depois partiu...
Sofreu tanto e ainda assim parece que esperou pelo dono chegar para um último adeus.

Porra pá!! Custa tanto ver um animal sofrer desta maneira.


Não foi justo partir assim.

Falaram-nos na parvovirose, não faço ideia dos sintomas reais mas identificam-se a falta de apetite, diarreia e vómitos. Ao procurar aqui, não encontrei o espumar pela boca e vomitar um líquido verde. Não quero afirmar falsas suspeitas, mas não acredito que tenha sido somente uma estúpida doença até porque tudo se passou no sábado à tarde. No domingo a Sasha ficou doente, ontem não melhorava nem comia e hoje de manhã...


O meu marido depois de uma noite a trabalhar, de manhã cavou um buraco bem fundo no quintal e enterrou-a sem que a víssemos naquele estado. A Catarina não se despediu dela, mas acredito que não seria a imagem que ela queria ter para recordar. A Victória ainda é muito pequenina para se aperceber.
Nós estamos com o coração partido e arrependidos de todas as vezes que ralhamos com ela por fazer buracos no quintal... afinal o meu marido teve que fazer um bem maior.




Não é fácil olhar para o quintal agora.
Não é fácil olhar para o pão que sobrou da nossa refeição e não ter ninguém a pedi-lo.
Não é fácil ver que sobrou comer e não estar ali ninguém à espera.
Não é fácil por a chave na porta e não a ouvir ladrar como uma doida.



Vamos sentir a tua falta...


(Obrigada a todas pelo vosso apoio nos comentários ao post anterior, mas a Sasha já não está entre nós)

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

De lágrimas nos olhos...

É assim que vos escrevo hoje.

Tudo começou na sexta de feira, a cadela branquinha estava muito murchinha e apática. Fomos com ela ao veterinário e ao chegarmos lá vomitou uma espuma com 2 lombrigas (nunca tinha visto nenhuma).
Lá tomou a medicação, foi desparatisada e voltámos para casa com a medicação para os outros.
Sabia que os cães tinham que ser desparatisados pelo menos uma vez por ano, a Sasha tinha as vacinas em dia e também havia sido desparatisada.

Também nós tomámos a medicação.
É apenas um comprimido baratíssimo e para as meninas é um "xarope" de uma toma só.
Os cães devem tomar 15 dias depois de nascer e depois de 2 em 2 meses até aos 6 meses. Um líquido administrado na boca com uma seringa, para os cães depois de um ano é comprado um comprimido na farmácia.


Na manhã seguinte a cadela branquinha estava morta em frente à porta da cozinha, no quintal, onde os outros dormiam ao lado dela.
Acordaram e brincaram como de costume. Lembro-me de dizer "olha para isto, ainda ontem andavam todos tortos e hoje já correm atrás da Vi".

À tarde, todos os cães estavam chochinhos e muito moles. Não corriam mais, não brincavam nem comiam.
No domingo a Sasha ficou igual.

Hoje de manhã um dos cachorrinhos estava morto. À tarde morreu um, depois outro e duas horas depois enquanto saímos, morreram mais dois, e ao final do dia outro.


Aqui, ainda tudo estava bem e eu tinha cães pela casa toda, entravam sem pedir licença e eu é que tinha que me desviar de suas excelências que ocupavam o chão todo à procura de um lugar fresco.


Até encontrei um escondido com o rabo de fora... mesmo depois de os ter expulsado lá para fora.



A Sasha não come, não aceita caldo de arroz, leite, nem abre a boca para a medicação.
É impressionante como ainda na semana passada este quintal estava cheio de "cãos" (como diz a Victória), que corriam por todo o lado. A Sasha ladrava fortemente para os outros cães que passavam no portão, punha as patas no muro e cumprimentava o vizinho... agora nem se levanta do chão.

Não faço ideia do que se passou, nem do que os fez morrer desta maneira, mas aconteceu tudo no espaço de dois dias.
Estou realmente triste, mas aceito que os cachorrinhos não tenham defesas e que não aguentem. Mas não aceito que a Sasha nos deixe desta maneira.
Fez uma gravidez plena, gordinha, correu tudo bem, os cães estavam todos gordinhos e desde que abriram os olhos que andavam por todo o lado felizes da vida.
 De repente... eles e a Sasha, desta maneira.

 Não!





 








Um blog é uma partilha... partilho aqui o nascimento e a morte dos nossos pequeninos.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Coisas de mulher

Aqui em casa nunca há um electrodoméstico que se avarie e fique "apenas um electodoméstico avariado".

Já havia escrito este post antes e depois apaguei. Pensei "o que é que isto interessa", mas agora escrevo novamente porque interessa-me saber se isto acontece com mais alguém ou se é só cá em casa.

Começou pela torradeira... partiu-se o botão e as torradas não desciam. Fiquei sem torradinhas pela manhã.
A seguir foi o aspirador, esta casa sem se aspirar pelo menos dia sim dia não não é nada. Tive que abrir os cordões à bolsa.
O secador de cabelo já tinha uns aninhos, mas funcionava plenamente e tinha bastante força. De repente começou a fazer um barulho estranho e puff, queimou e partiu qualquer coisa por dentro. Pensei que estávamos no verão e por agora não ia pensar nisso, mas a sogra ofereceu-nos um novo :)

Isto tudo no espaço de 2 meses mais coisa menos coisa! Será possível que isto só me aconteça a mim?

Há uns dias avariou-se a máquina fotográfica, sem mais nem menos a objectiva deixou de abrir. Arranjar uma máquina daquelas não compensa.

O tempo por esta altura do ano nunca é muito para o computador. Temos sempre alguns familiares de visita e a Victória requer muita atenção. Na verdade não me importo nada porque é para isso que estou em casa, para aproveitar o máximo de tempo com a Vi e a Catarina, e estes momentos em família não têm preço.

Como a dama fez aninhos, ofereceram-lhe uma máquina fotográfica nova, eheh! Esperemos que seja melhor que a anterior.
Este blog nunca fala de moda, sapatos e acessórios. Não que eu não me interesse, muito pelo contrário, mas a minha carteira não tem orçamento para tal. Havia de ser engraçado eu vir aqui falar onde compro (ou de onde vem) a roupa que uso.

Ser mulher implica fazer ver ao marido o que precisamos, este ano tive que ser mais explícita e usei a Catarina para o pai abrir os cordões e oferecer-me exactamente o que eu queria, já que a desculpa é sempre "épa, pedes tanta coisa que quando chega a altura nunca me lembro..."


Adorei estes sapatos assim que os vi, bem como o colar, foram aquilo que se pode chamar de amor à primeira vista.


 

O vestido, a cor, e o corte.


Adoro receber flores e nunca ninguém se lembra. Esta é linda e ainda por cima não murcha, significa que quando olhar para ela me vou lembrar de quem a ofereceu.


E a minha avó que me ofereceu este telefone antigo.


Este barulho é inconfundível! O rodar dos números, o som da chamada a chegar... lembro-me das vezes que me enganei e tinha que voltar a marcar o número todo.
Claro, para a Catarina nós somos quase pré históricos. Perguntou logo como é que mandávamos mensagens às amigas.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

32 anos

Ontem a Dama fez 32 aninhos.


32 risonhas primaveras, cheias de amor, muita felicidade, algumas tristezas... também fazem parte :) mas acima de tudo muita alegria.
Um dia muito bem passado na companhia de amigos e alguns familiares, todos os que mais amo.


Não tenho muitas fotos do nosso dia porque... a máquina fotográfica avariou. Por isso também tenho andado um bocadinho desaparecida do blog.

Prometo voltar em breve, com as fotos e outros posts.
Obrigado a todas as que passam por aqui.

Um beijinho enorme!

terça-feira, 16 de julho de 2013

Vamos passear o cão?

Sim. Os cachorrinhos também passeiam, mas não de trela.
Passeiam de carrinho de bonecas.




 São uma verdadeira ternura.
Como eu imaginava, foram todos oferecidos em menos de uma semana, e mais houvesse. É muito bom saber que ainda há pessoas que apesar da suposta crise gostam de animais e os querem por perto.

Um labrador não é um cão fácil. Se conhecem o filme "Marley e eu" então já conhecem a Sasha. Ao ver aquele filme, vi e revi o início da vida da Sasha aqui em casa, sem uma única virgula. Esta cadela bem que nos deu cabo da paciência... agora ainda vamos ficar com outro, branquinho.


São estes os novos brinquedos da Victória, que quando lhe perguntamos "como são os cãezinhos da Sasha?" ela faz com os dois dedos indicadores, o tamanho deles. Como quem diz "são assim pequeninos".
Finalmente começaram a abrir os olhos.



Ah pois é Sasha, essas maminhas nunca mais vão ser as mesmas, acontece à melhores...










Quem é o bebé mais lindo?




E mais uma só porque são a coisa mais fofa...



sexta-feira, 28 de junho de 2013

Já temos bebés!

E com a Sasha o tempo passou mesmo, mesmo a correr (quem me dera que comigo o tempo tivesse passado assim).

Ontem acordámos às 7h da manhã com o nosso vizinho a bater-nos à porta. A nossa casa é geminada dos dois lados e este vizinho é mesmo 5 estrelas. Disse-nos que a Sasha andava de um lado para o outro irrequieta e aflita, e que ouvia um cachorrinho a chorar, mas que não o via. O meu marido foi até lá e diz que viu qualquer coisa pendurada... era já a segunda cria.

Quando desci com a Victória, o meu quintal parecia que tinha sido atacado por um grupo de toupeiras. Com a ansiedade a cadela desatou em fazer buracos por todo o lado e tive que lhe dar um desconto...


O tempo passava e ela não tinha mais bebé nenhum. O meu marido dizia "só dois?", eu dizia "ainda bem", e a Catarina dizia que era normal ela ainda estar assim gorda porque a mãe mesmo depois de ter a Vi também tinha ficado assim...

...sem comentários.

Já pensávamos que se não fosse o nosso vizinho, quando acordássemos (eu e a Victória só nos levantamos por volta das 10h) já tudo teria acontecido e nem dávamos por nada.
Tão enganados que nós estávamos...


Ao meio dia e quando já ninguém esperava, nasceu o 3º e o 4º cachorrinho, dali a pouco o 5º e nunca ouvimos sequer um gemido da cadela, só dávamos por ela quando a encontrávamos a lamber-se.
Nunca foi preciso ajudar (graças a Deus), e deixava-nos fotografar ao longe com bastante zoom.





Um hora depois nasceu o 6º (o primeiro branquinho, todos os outros eram pretos) e pensámos que tivesse realmente ficado por ali.
A pobre coitada estava exausta, deitava-se na terra molhada e ali ficava.






Quando estava a conversar com a minha vizinha e mesmo ali ao meu lado nasceu o 7º sem que sequer déssemos por isso.


Ficou também pendurado e confesso que me fez alguma impressão. Entre o 3º e o 4º vi exactamente tudo, as águas rebentaram tal e qual como aconteceu comigo no carro... e se eu me lembro das dores. Depois nasceu o cachorrinho naquela bolsa (que ela comeu) e a o cordão umbilical que ela cortava com os dentes. Para algumas pessoas pode ser uma coisa maravilhosa de se ver, para mim foi uma experiência e chegou.
Posso dizer que não consegui almoçar.

Às 17h, estava eu na piscina com a Vi e a Catarina quando a Sasha faz mais um buraco (depois de eu ter já limpo o quintal todo com lixívia e alisado a terra). Eu ainda tentei repreende-la, mas como estava tão sensível dei o desconto. Aconchegou-se e ali ficou.
Quando a vejo a lamber-se digo à Catarina "Não me digas que é outro" e ela diz "pois é mãe!".
Nasceu o 8º, desta vez mesmo da cor dela quando era pequenina.




Quando o meu vizinho estava a chegar do emprego, nasceu o 9º e eu já dizia mal da minha vida... por este caminho quando é que parava a conversa.
Fez uma cama com umas toalhas velhas, colocou a mãe e cada cachorro em posição e ensinou-os a mamar. Foi mesmo incansável, dava festinhas à Sasha, molhava-lhe o pelo e deixa-lhe escorrer água à boca.


Ao final da noite perto das 22h ela sai para a o quintal e começa a andar de um lado para o outro enquanto eu estendia a roupa, o meu marido tinha ido trabalhar e eu vejo mais um cachorrinho muito magrinho e preto. Ao contrário do que havia feito com todos os outros, este ela pegou nele com a boca e levou-o imediatamente para junto dos outros. Fez-me mesmo muita confusão porque ele tinha o pescoço pendurado...
Lá chamei o meu vizinho (coitado) e ele viu que o pobrezinho estava morto.

Ficámos por aqui.

Dez cachorros, o meu marido só dizia "Mas onde é que esta cadela guardava tanto cão!"
Agora está magrinha magrinha, tudo no espaço de umas horas (eu ao fim de um ano ainda não cheguei à forma que queria).
Pobre cadela.

Vamos ficar com apenas um cachorrinho, o branquinho. Todos os outros estão disponíveis para oferecer.
No fim de contas o cão amarelo é que ficou com a fama, mas ao que parece ai na rua também há dois labradores e na volta algum deles é que teve o proveito.
Os cachorrinhos são todos parecidos com labradores.

Vai ser muito engraçado quando daqui a umas semanas estes "ratinhos" andarem todos por aqui a correr e a fazer diabruras... eu ainda me lembro dos nervos que apanhei com a Sasha.