quinta-feira, 22 de março de 2018

1 Ano e qualquer coisa se passou...

É verdade já se passou 1 ano e qualquer coisa desde que não vinha aqui contar nada. Muitas com saudades foram pedindo que voltasse a escrever porque adoravam passar por aqui e rir com as minha aventuras (... sério?!) outras porque se identificam, muitas gostam do meu lado genuino, e com isto parece que sou completamente transparente. Há pessoas que me conhecem pela escrita e sabem tanto de mim, felizmente descobri da melhor maneira possível.

Este ano que passou foi talvez dos piores anos da minha vida... o pior mesmo, posso afirmar. Começou logo em Janeiro. De Março a Setembro, ao nível da saúde, fui perdendo imenso sangue até ser internada de urgência com uma hemorregia, desfaleci 3 ou 4 vezes e só ouvia a minha mãe aos berros, o jeitoso a bater-me (safado aproveitou-se bem nesse dia) e as minhas filhas a chorar por me verem assim.




A hemoglobina estava a 9 fizeram-me uma raspagem, como se tivesse um aborto, só que não. Tinha o endométrio demasiado espesso, quem já conhece a historia por aqui sabe que não sou menstruada e que tenho duas filhas quase por "obra e graça do espírito santo". No dia 31 de dezembro de 2016 tive um período constante por 365 dias exactamente. Segundo a minha filha e a minha irmã foi castigo por não saber o que isso era com 36 anos.

Continuando... em maio mudei de casa, fui viver para uma casa "simpática" com apenas um quarto (uma cozinha/sala, e casa de banho) mudei a minha vida toda para lá. Mais uma das minhas maiores loucuras, antes tivesse partido uma perna.



A casa era engraçada tinha um terreno fantástico, o importante era estarmos juntos novamente, não tenho qualquer problema em falar sobre isto mas por respeito aos meus não o faço.


Acreditem que conheço famílias de 3 e 4 pessoas com casas de 2, 3 quartos, e não se conseguem mexer... Connosco funcionou.
Optei por imaginar que estava ali de férias e guardei no sótão tudo o que não usava ou necessitava no dia a dia. Os objectos eram practicamente nenhuns, o quarto ficou para elas e nós dormimos no sofá durante 8 meses.



No instagram do blog, andando para baixo conseguem ver mais algumas fotos desta casa.

O quarto delas era vermelho, vermelho sangue de boi, e a sala amarelo canário. Pode ser muito engraçado mas para mim eram facas a espetar nos olhos cada vez que entrava numa divisão. Obviamente pintei tudo de branco, no quarto o roupeiro de parede como era preto, com um vidro a meio das portas (...vermelho) colei um papel autocolante com efeito mármore e tentei decorar com alguns apontamentos pretos. Foi o que saiu para duas miúdas com idades tão diferentes. 



Também quis vender tudo o que era mobília e em boa hora o fiz, não queria guardar nada a não ser o que me fazia falta, por minha vontade até cortinas lençóis e afins tinha oferecido... mas depois iria precisar deles.

Conseguimos sobreviver... Apesar de tudo.

A família, os nossos filhos, o amor o que queiram chamar por eles vale tudo e vence tudo.
No meio desta história, entrei em depressão, devo ter tido um esgotamento ou coisa que o valha, e mais uma vez vi quem eram de facto os meus amigos e quem é que lá esteve quando precisei. Os amigos não são aqueles que passam a vida em nossa casa ou tomamos um café.
Se guardo rancor a alguém? Nenhum, as pessoas são o que são, valem o que valem, há que saber lidar com isso. Ficam as ocasiões.

Aquela história de " Ah se fosse comigo..."
Esqueçam. Eu dizia o mesmo.

Fui abaixo, bati mesmo lá no fundo, senti que não era mãe o suficiente, pus em causa as minhas filhas, fizeram-me meteram a mim, senti que não era mulher o suficiente. Logo eu que sempre fui de ideias fixas, sempre disse que se não tivesse a minha auto-estima tão bem colocada já tinha cortado os pulsos, sempre fui mãe galinha e mantive as minhas filhas no meu ninho. 
Sou mesmo daquelas mães que não suporta que lhe digam "faz assim ou faz assado" quando os filhos nascem, muito menos que lhe tirem o bebé do colo quando ele está a chorar. Isso mantem-se até à idade adulta.
Não sou melhor que ninguém, mas não há ninguém melhor que eu para as minhas filhas e não admito que o ponham em causa, nem que tentem afastar-me delas.



Posso ser avariada, mas hoje volto a ser feliz assim. Já consigo voltar a tirar fotos ( coisa que nao aconteceu durante uns bons meses), consigo voltar a rir com vontade, já durmo sem medicação e digo que nada disto se baseou em consultas ou medicamentos.

Vem de dentro.

Considero-me uma pessoa até bastante forte, há situações em que somos apanhadas de surpresa e eu sou a rainha delas, nesta altura desisti achei que já nada valia a pena. Enfim... Parece que um dia acordamos e a cabeça dá uma volta de 360º.


O melhor de 2017, foi sem dúvida ter conhecido a Helena.



Contactou-me através do instagram, percebeu onde eu morava e embora não estivesse no país queria encontrar-se comigo. Disse que era proprietária de uma discoteca e pôs-me logo a pensar "querem ver que vou dançar em cima da coluna?!"

Afinal a Helena tem uma casa de Turismo rural convidou-me a trabalhar com ela só porque simpatizou comigo no blog, diz que passava horas a ler-me. Conhece-me bem, eu começo a conhecê-la, tem uma família fantástica super simpática e tornou-se uma verdadeira amiga.

Podem seguir no instagram @casadapalmeira, além do sorriso simpático sabe receber como ninguém.

Estas fotos não lhe fazem justiça, mas a casa é realmente acolhedora, passem por lá.










Se continuo avariada? Continuo. 

Há sempre aquelas ideias parvas que não me saem da cabeça... uma delas era reconstruir uma casa antiga e ninguém acreditava.


Imaginem.



quarta-feira, 7 de março de 2018

Girls bedroom :: home tour


Penso que só ficou por publicar o post do quarto das meninas, na altura estava assim.
A mais velha entrou na idade da porta fechada, dorme de porta fechada e confesso que no início me fazia imensa confusão. E se ela precisasse de ajuda durante a noite, se ela gritasse e eu não ouvisse... ela já está crescidinha eu é que não queria dar por isso. Sempre foi muito madura para a idade e muito recatada, não ia ser diferente agora.

O quarto da Catarina







A mais nova por outro lado, o quarto é para brincar, porque ela gosta mesmo é de dormir connosco e se eu e o pai não nos importamos não quero sequer ouvir ninguém dizer "ah isso não está certo" "ah isso não é uma crescimento saudável, ela vai ser uma mimada"... com a irmã foi o mesmo e ela sempre foi super autónoma e decidida. Dormiu muitas noites connosco até aos 8 anos até eu lhe dizer que tinha que adormecer na cama dela e se depois acordasse podia então vir para o pé de nós. Asim foi até nascer a irmã, depois eu é que queria que ela dormisse connosco (eu e a irmã quando o pai não estava) e partiu-me o coração quando pela primeira vez ela respondeu "para quê??"
Cresceu tão depressa e neste último ano então só tenho saudades de morder-lhe o queixo enquanto a devorava com beijos lambusados.
 Por sorte tenho agora a mais nova que me diz ser a mãe mais doce que um chocolatinho, mimocas e sempre agarrada a mim cheia de beijos. Alguém sabe o que faz... quando uma cresceu deu-me outra para que eu não sofresse com isso ;)


O quarto da Victória














domingo, 29 de janeiro de 2017

Cozinha :: home tour


Continuando o post anterior, segue-se a cozinha.
Por aqui também ela foi sofrendo alterações ao longo dos anos.

De frente para a porta da rua apenas se vê o que mais gosto nesta cozinha, o aparador e a loiça branca.










Descobri que tenho armários mais que suficientes para guardar toda a loiça e mercearias que preciso para nós. Livrei-me dos móveis antigos e fiquei com apenas dois que comprámos na ikea, o problema eram as portas. Decidi fazer eu as portas com o que sobrou dos roda-pés que colocámos na sala depois de termos colocado o chão flutuante. Cortei à medida a agrafei por trás uma rede de galinheiro. Coloquei dois esticadores em cada uma e prendi uma cortina (demasiado fina é verdade, mas era o que havia).
Ficaram também 3 prateleiras suspensas onde coloquei a loiça do dia a dia sempre à mão, já não há visitas à procura dos copos!








Os armários inferiores também foram retirados, coloquei as máquinas e o frigorífico tudo na mesma parede (Yeh) inclusivé a salamandra.

Ainda falta a placa de indução, uma vez que esta troca toda de armários foi exactamente por causa do cilindro que não cabia em lado nenhum e tivemos (eu) que encontrar uma solução para o esconder de uma vez por todas... Por enquanto funciono com uma placa de apenas um bico, daquelas que se retiram e se levam para todo o lado.
Ao retirar os armários, guardei apenas um módulo onde transformei e construí 3 gavetas, a maior para os tachos (só ainda não consegui colocar rodizios e já me entalei umas poucas vezes porque custam mesmo a fechar. Está para breve.
Entre o forno e as gavetas optei por colocar uma cortina, começou por ser provisório até construir as portas com a medida certa mas acabei por gostar do resultado e ficou.










 A cozinha antes quando nos mudámos para cá...




sábado, 7 de janeiro de 2017

Living room :: home tour

Segundo dizem "vale mais tarde que nunca".


Há bastante tempo que queria fazer uma home tour aqui por casa, mas nunca nada parece estar no lugar certo, o orçamento é sempre muito curto e mesmo o mínimo parece muito para o que pretendo e deste modo vou mostrar (não sei bem quando, cada vez as visitas por aqui vão sendo mais espaçadas) a nossa casa como terminámos o ano de 2016.

A sala, continua com a parede das riscas, já me fartei dela, já gostei dela, já tive para arrancar as fitas todas... mas vou deixando ficar, sempre dá algum caracter à divisão.




A parede vazia foi ocupada pela dita prateleira e estou cheia de vontade de lhe trocar a decoração toda (sem fazer mais furos, prometo... qualquer dia consigo espreitar o vizinho do outro lado).





Há dias dei por mim a ver posts antigos e imagens no google sobre a nossa sala, caramba as vezes que eu já mudei isto! Desde sofás a tapete, mesas de centro, pareço uma daquelas "tias" finas que trocam a decoração todos os anos, só que não.
O sofá permaneceu preto e imaculado como no primeiro dia, vá talvez tenha algumas marcas de uso no assento, mas é sinal que é usado com bastante frequência e já perdia a conta das noites que aqui dormi com as miúdas, faz uma cama fantástica.
Penso que a mudança mais radical foi mesmo o chão flutuante, fez toda a diferença nesta divisão e faria na casa toda...












A zona de refeições que era creme e ninguém percebia, só a mim é que me fazia uns nervos nervosos de cada vez que olhava para ela, quando pintei de branco ficou linda. Só foi possível coloca-la depois de termos acrescentado a sala, 1m de chão foi o suficiente (apesar da minha vontade ser partir a parede do espelho e ficar com tudo amplo, além do espaço a luminosidade seria excelente uma vez que ficaria com duas janelas e teria o sol da manhã e o da tarde). A lareira e a cristaleira completaram a sala dando este toque vintage que eu tanto gosto.


Sei que em breve irei trocar tudo de lugar, mas é sempre bom recordar posts antigos e ver o quanto esta pequena divisão, que não deve ter 20m2, já foi alterada.

sábado, 3 de dezembro de 2016

A preparar o natal...

Já faz uns tempos que não venho aqui, mas a culpa é do instagram e do facebook torna tudo mais práctico. A verdade é que o blog continua a dizer muito e dá sempre um pouco de nós a quem está do outro lado.
Como ainda não tenho uma máquina fotográficaa sério, as fotos vão sendo tiradas com o telemovel. Na rua ainda ficam mais ou menos mas em casa sem luz natural e a pouca artificial... fica tudo desfocado e perco a vontade. Ás vezes tiro (50 fotos, sem exagero) e quando passo para o computador aproveito 7 ou 8 é altamente desmotivante, pode ser que o velho este ano se lembre e me ofereça uma máquina nova.... ou então uma casa, ehehe.

Este ano não fui das primeiras a fazer a árvore de natal, penso que o frio chegou em força e logo a seguir ao halloween, muitos foram os que esqueceram a tradição e começaram a pensar no pinheiro verde.

Aqui a árvore nunca muda muito, utilizamos sempre os adereços dos anos anteriores fazendo uma ou outra reciclagem. Desta vez queria uns passarinhos na árvore e consegui encontrar nas lojas "Casa". O branco e vermelho predominam a árvore, mas o resto da decoração ainda se mantém no branco.

Apesar de tudo cansei-me dos abajoures clarinhos e decidi arriscar no preto. Aqui foi a forma que utilizei antes para o fazer e resulta muito bem.








A parede ao lado da mesa esteve bastante tempo mesmo com 4 molduras idênticas, sem qualquer imagem. Mais tarde encontrei duas mas nunca me fizeram sentido. Queria 4 passarinhos engraçados mas pelo que procurei na internet não consegui encontrar nada com o tamanho certo na posição que eu pretendia. 
Desisti e pensei em fazer mais uma composição na parede. Porque não já fiz tantas, no fim sou eu que tapo os buracos e muitas vezes sou eu que pinto, portanto o problema é todo meu.

Coloquei uma pequena madeira com duas armações de ferro que mal se notam, uns quadros em volta e assim vou poder trocar a decoração da prateleira até me chatear.

Desta vez está tudo alusivo ao natal.

Há algum tempo comprei este bastidor pequeno para uma ideia que tinha em mente, nunca a realizei e pensei em desenhar um veado. Vá, não se ponham com coisas, vê-se bem que é um veado... não tirei nenhum molde e ainda não aprendi a bordar.
Coloquei um pano preto de sarja e desenhei a giz branco.




As árvores de natal fiz com algumas ripas de madeira que tinha por aqui, comprei para fazer a moldura do espelho que tenho no meu quarto. 
Uns amigos que moram num apartamento têm tudo o que é ferramentas, esta dá imenso jeito para cortes com vários ângulos.






A árvore também já está e ao que parece assim vai ficar.