quarta-feira, 24 de abril de 2013

Home sweet home no hall de entrada

Em seguimento ao post anterior, faltava um pormenor aqui no hall de entrada. Este baú é a única coisa que o meu marido têm de recordação criança, era onde guardava os brinquedos e não sei se foi feito pelo pai se foi só envernizado pelo pai. De qualquer maneira o jeitoso tinha uma grande estimação pelo baú.
Sempre que eu sugeria qualquer coisa em relação ao baú a resposta era sempre a mesma "Não lhe tocas..."
Sugeri que o pintasse de cor de rosa, quando a Catarina nasceu e ficasse no quarto dela, sugeri que o forrasse por dentro a tecido... nada, nunca me deixou fazer nada, e eu desisti. Há uns anos disse-lhe que o baú tinha o bicho da madeira, e ele disse que eu é que tinha "bicho carpinteiro"....
O resultado é que chegou mesmo ao limite e ficou bastante comido pelo bicho. 

"Pronto faz lá o que quiseres ao baú." ... Agora, não é?!


Foi ainda quando morávamos numa casa antiga, que reparei no bicho. Não sei se foi a praga que havia nas janelas de madeira da casa, mas num belo dia em que eu abri a janela do quarto, fechei-a imediatamente! Sentei-me e fiquei ali uns segundos horrorizada, não sabia se havia de chorar ou rir. Era uma praga de térmitas que eu nunca tinha visto... e pensar que dormi ali naquele quarto a noite toda foi assustador.

Pincelámos bastantes vezes com cuprinol, mas nunca tirei os buracos do bicho, acho que gosto de ver assim o antigo e velho. Tentei que ficasse com aquele ar "Shabby chic", pintei primeiro a pincel sempre na direcção dos veios da madeira e depois de seco passei com o rolo, com muito pouca tinta, para que se notasse os veios do pincel. No final fiz o decalque das letras no Paint (letras Vivaldi) e passei a carvão com papel vegetal para a madeira.



Agora sim, falta apenas um tapete clarinho como a Inesca sugeriu, vou ter que o lavar muitas vezes com certeza... mas vai ficar bonito.



Na primeira foto, está uma coisinha no chão. Esta pipoca insistia em andar atrás de mim, e acabou por deixar cair aquilo, mas como a foto que ficou melhor foi aquela, publiquei assim mesmo.




Esta t-shirt foi mais uma prenda das tias da blogoesfera, a Tia Lulu do blog Wlaking on Sunshine. Uma madeirense cheia de boas ideias e muito bom gosto!
 Tem escrito Victória e uma borboleta com glitter, linda linda e acertou em cheio porque a mamã adora borboletas!
É maravilhoso, as coisas boas que este blog me tem trazido.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

12 meses de ti meu amor...

Os dias passaram a correr, tu que teimavas em sair cá para fora, foi num instante em quanto fizeste um aninho. Ainda nem acredito que nasceste sozinha daquela maneira... e que eu aguentei tudo sem uma epidural.

És uma menina super inteligente, aprendeste tudo muito depressa.
Já andas pela casa toda, sozinha, há 3 dias, sem medo nenhum.
Dizes nãah (não), olá, tá lá quando pegas no telemóvel, dizes adeus com a tua mãozinha. Se te dizemos "vai fazer ó ó encostas logo a cabecinha na almofada ou no colo. Apontas para tudo o que queres e fazes birras enormes. Fazes imenso disparates e mexes sempre onde não deves, mas és um doce e um orgulho enorme para nós.



As melhores e mais lindas coisas do mundo não se podem ver nem tocar, são sentidas com o coração. Mas nos temos o privilégio de te ver, tocar, sentir, amar, ouvir.
A tua presença e a da tua irmã nas nossas vidas é o melhor que poderíamos pedir a este mundo.

Parabéns minha princesa :)

Nunca deixes de sorrir e de nos fazer sorrir


Um beijo enorme

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Roupeiro antigo


Para completar o quarto, faltava o roupeiro que eu tanto gosto.



Foi-me oferecido pela avó do meu marido, que trabalhava numa casa onde a dona tinha este roupeiro desde o casamento da mãe. Ou seja a senhora tem cerca de 80 anos, a mãe deveria ter mais alguns... por isso o roupeiro tem com certeza mais de 100 anos. A mãe, quando casou, comprou esta mobília e com muita pena minha só sobrou o roupeiro.

Bem sei que para muitas pessoas acabei de cometer um crime, mas não conseguia continuar a ver aquele tom escuro no quarto,sempre o imaginei de branco envelhecido.


Antes e depois:

Durante o processo, a Catarina deu uma boa ajuda. O pior destes trabalhos é sempre lixar (e nisso a Catarina é óptima, seja o móvel, seja a cabeça da mãe), o pó é imenso e não temos gosto nenhum nisso, mas depois da primeira camada de tinta é impossível não esboçar um sorriso de trabalho realizado.






"IOra então, que livro é eu hei-de ler enquanto elas não acabam esta bagunça..."



Dois dias em pinturas (eu adoro o cheiro da tinta em casa, dá a sensação de tudo novo), eis o resultado final.











Não me deixem ficar mal... digam que ficou melhor, eu adorei. A minha máquina fotográfica não tem grande qualidade, principalmente ao longe e não consegui tirar fotos melhores, mas dá para perceber.

Já falta muito pouco para terminar o quarto das meninas.




segunda-feira, 1 de abril de 2013

Branco, branco...branco


A secretária no quarto das meninas era neste tom de pinho mel.




Depois de lixarmos muito bem com uma lixa nº 80, com um pincel pintámos as arestas e em seguida com um rolinho e uma tinta de esmalte diluída com díluente sintético, fizemos a diferença:




Aqui a minha ajudante pequenina. Foi engraçado porque enquanto eu e a irmã conversávamos, a rapariga estava muito entretida a imitar-nos.

Sim, a Catarina pintava o chão, as paredes... não houve muito cuidado, mas o quarto também é para pintar. A humidade continua por aqui, mesmo depois de ter sido colocada tela no exterior.
No verão, este quarto é uma autentica estufa, já no Inverno parece que estamos na rua... só não chove.




Não ajuda muito pintar com a pequenina atrás, mas a vontade de ver o quarto pronto é mais que muita, por isso seguimos em frente. Além disso não dispenso um minuto para estar com ela, e é absolutamente delicioso vê-la fazer o mesmo que nós e sem que ninguém lhe ensine, ela pega nos utensílios e lá vai toda contente.

No final, o resultado branco fez toda a diferença para dar o ar clean que eu pretendo neste quarto. Já não falta tudo...







Estas molduras também eram do meu quarto.



O beliche, fomos pela opção mais barata e branca... já o temos há algum tempo, mas os colchões só chegaram agora.
As colchas eram do meu quarto em criança (uma da cama da minha irmã, a outra minha).

A janela que aparece na imagem, é da casa de banho. A casa terminava aqui e posteriormente foi feito este quarto. Na minha opinião teria eliminado imediatamente a janela, mas já que aqui está tentei tirar partido dela e forrei o vidro a papel autocolante. Coloquei alguns livros da Catarina e um candeeiro de mesa de cabeceira. O fio que passa a electricidade ao candeeiro, passa entre o canto da parede e a cama.










quarta-feira, 27 de março de 2013

Filho de peixe, sabe sempre nadar








Aproveitando os bons dias que passaram, a mãe pintava a estante que agora está na sala com a enciclopédia Luso brasileira, e que antes era o roupeiro da Vi.

É tão perspicaz esta miúda, só de observar ela pega nos utensílios e lá vai toda contente imitar a mãe.

A estante não chegou a ser pintada na altura, mas agora está pronta.

Antes:



Demorou uns dias a publicar uma vez que esta tinta de esmalte demora cerca de 48h a secar (e por vezes mais).

Depois:






Temos andado as três mulheres entretidas em pinturas (branco, sempre branco). Em breve traremos mais novidades.





sexta-feira, 22 de março de 2013

Que vergonha...

Eu não sou uma dona de casa exemplar, podia ou até devia, mas não sou. A minha casa é para ser vivida e não para estar tudo direitinho no lugar, até porque com duas crianças isso é impossível. Que atire a primeira pedra quem tem filhos e tem uma casa sempre arrumada quando aparecem visitas inesperadas.

Estava eu aqui em casa com a "pipocas" quando tocam à porta. Era a senhora do MEO a passar publicidade. Conversa vai, conversa vem, MEO 4O, "Não abrange a sua zona? Posso ver uma factura?" e eu muito parva... digo à senhora para entrar.

A minha sala era mais ou menos isto... andava aqui a tirar fotos para preparar um próximo post (assim haja tempo).



Muito atrapalhada, dou a factura à senhora e ela diz que sim, é possível aderir. Simpática, lá conversámos um bocadinho e ao virar-se para sair pisa um livro/piano que começa a tocar... a senhora desfez-se em desculpas a pensar que o tinha partido e eu desfiz-me um vergonha.
Oh Meu Deus, quando é que eu terei uma casa apresentável a visitas inesperadas?!

Mal uma pessoa entra dá de caras com cozinha (estava arrumada, mas desarrumada com os meus projectos - tintas e etc...), em seguida a sala e uma pirralha a gatinhar por todo o lado.
Verdade seja dita já tive a casa em dias piores... mas nunca apareceu ninguém.

A sério que fiquei envergonhada.


Ainda assim, já alguém aderiu ao MEO 4O?

quarta-feira, 20 de março de 2013

Victória 11 meses

 Uma filha na fase pré adolescente outra na fase do quero, posso e mando...  bem, não há muita diferença entre as duas fases, ambas me tiram do sério várias vezes. Há que aprender a lidar com as situações.
Ainda não me convenci de qual seria a melhor idade para ter filhos e qual a melhor diferença de idades entre eles.

A Victória já tirou a ligadura gessada, está tudo bem com a pernoca, já a coloca no chão e anda sobre si mesma. Aos poucos vai largando a nossa mão e já quer ir sozinha. Saí à mãe segundo a avó, ainda não sabe andar sozinha e já quer correr.


Dos 6 aos 7 meses nasceram 6 dentes, até agora não apareceu mais nenhum.
Está enorme, gordinha o quanto baste e não pára de fazer disparates! Passo o dia a dizer "Viiii, não não!" E ela já repete com o dedinho "não não.."

 É curioso, as palavras que as crianças mais ouvem são sempre:
- "Não!"
- "Está quieta!"
- "Não faças isso!"
A sua auto-estima não pode andar no auge se continuar a ouvir isto a vida toda.


Tivemos que colocar uma cancela, esta menina não podia continuar a subir degraus e olhar para nós com cara de quem sabe perfeitamente o que está a fazer.



Aprendeu também agora a subir para a mesa da sala e não quer outra coisa, parece uma ditadora ali sentada.

Diz "Olá" na perfeição, aliás di-lo tão bem que o repete sem conta vezes.

Adora ver a máquina de lavar roupa a trabalhar.


Assim que termina o ciclo de lavagem, lá está ela a ajudar a mãe. Tira a roupa toda para o chão e a mãe se quiser que a estenda porque ela não chega ao arame.

A cama da mãe é sempre mais doce, e eu adoro dormir com elas quando o pai não está. A Vi estava constipada e coloquei uma almofada de penas para levantar um bocadinho a cabeça.




 Há pouco tempo eu desesperava com uma barriga enorme e daqui a uns dias já ela faz um aninho!





 Há que aproveitar mesmo todos os momentos, eles não voltam atrás.