quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Novo up

O bom de ter um blogue é poder olhar para trás e ver o quanto já mudou a nossa casa. Ver a quantidade de vezes que já alterei cada divisão, o que já construímos e destruímos, conseguir diferenciar o que estava bem e o que estava mal. 
Gosto de ler o meu blogue e de vez em quando recordo esta ou aquela divisão, fico admirada dos pormenores que me lembrei desta ou daquela vez. 

Gostei de recordar o meu quarto, no piso de baixo... sim aquele que já foi o escritório, a sala de jantar, o quarto da Vi, e o meu, e depois da Vi, e agora outra vez o meu.


Foi no dia que recebi uma notícia que me deixou nervosa que troquei tudo outra vez. Quando estou nervosa ou irritada (ou nem uma coisa nem outra) apetece-me mudar tudo, trocar tudo até esgotar a minha energia.

Peguei na roupa da cama, e meti-a na casa de banho, fui buscar a roupa da cama da Vi fiz o mesmo. Tirei os cortinados, quadros, os brinquedos coloquei-os nos cestos da roupa e levei tudo para cima. Trouxe as coisas de cima para baixo e andei nisto durante a manhã. Troquei os dois quartos numa manhã (tal é hábito já). 


A minha cama é um estrado de somier, comprei no olx ando completamente viciada e já me custa comprar coisas novas quando encontro ali a preços tão simpáticos. A cabeceira encontrei num contentor e depois de lhe cortar os pés porque já estavam muito estragados, pintei e coloquei-a na altura que eu gosto, um pouco mais alta do que o que seria normal. As mesas de cabeceira também as encontrei no sótão dos pais de uma amiga (tinha uma penteadeira linda, mas como não era muito práctica o jeitoso obrigou-me a dispensá-la e comprou duas cómodas Malm... toda a gente tem as Malm, a penteadeira era única).

Primeiro trouxe o colchão para baixo, ao chegar a meio das escadas virei-o e foi muito simples. Pensei logo "isto é na boa como estrado é só fazer mais força..."
Oh sim! Vim por ali abaixo com o estrado, chego ao fundo das escadas escorrega vai até à porta e ficou ali empancado. Nem para cima nem para baixo. 
Pensei chamar algum vizinho, se esperasse pelo meu marido ia ouvir a missa do galo pelo megafone. Controlei-me, fui lá outra vez cheia de força... nada. Fui beber um café e tirei a foto para enviar a uma amiga que já está habituada a estas coisas comigo.
O meu maior problema ainda era o correio que estava para chegar e tinha uma encomenda para mim, como é que eu lhe ia abrir a porta?!
Fui lá outra vez. Não sei ainda bem como mas consegui.

O quarto foi ficando composto.










O meu problema aqui é sempre a Vi lá em cima e eu cá em baixo, se ela chora de noite eu não a oiço, mas pelo menos ela fica com um quarto grande para brincar com as amigas.
Esta semana é assim para a próxima logo se vê ;)

Os furos da cabeceira e do espelho já estão nos lugares estratégicos, nem preciso de fazer novos furos quer seja num quarto ou noutro.

Quando estava a tirar as últimas fotos a Vi aparece e diz "Espera aí mãe, falta a minha almofada, eu também vou dormir aqui."





Ainda não tenho a máquina fotográfica... as fotos vão sendo tiradas como telemóvel, é o que há, umas ficam melhores outras piores.

O quarto com a penteadeira aqui.
O quarto de casal antes aqui.
A sala de jantar antes aqui.
O quarto da Victória antes aqui.



sábado, 15 de outubro de 2016

Cá de casa

Ontem lembrei-me de um episódio que aconteceu há mais de 14 anos. Ainda eu era uma menina, tinha casado à pouco tempo mas já tinha mudado de casa, aluguei a minha em Fitares e aluguei outra na Tapada da mercês.
Na altura eram recentes e aquela tinha uma vista fantástica para a serra de Sintra, as duas janelas da sala pareciam  molduras com o palácio no centro.

Foi nessa  altura que começou o meu gosto pela decoração, o mudar tudo de lugar vezes sem conta até acertar na disposição dos móveis (na altura eram muito poucos e tudo em matéria prensada, óptima qualidade...).
Julgo que era fim de semana ou eu estava a de folga e nós tinhamo-nos mudado à muito pouco tempo.
Ainda nem existiam filhas, aliás foi nessa casa que eu descobri que estava grávida da Catarina. Casada há tão pouco tempo e com a indicação médica de que não podia ter filhos, aconteceu o melhor da vida.

Andava eu a limpar a casa e lembro-me que o hall de entrada era grande tinha um roupeiro meu de solteira e mais nada. Ao abrir-se a porta da rua víamos uma parede vazia, a porta da cozinha e a da mais nada.
Naquele dia virei um móvel ao contrário coloquei-o nessa parede comprei uma moldura e rasguei umas imagens de uma revista e coloquei como se fosse um quadro por cima do móvel. Comprei umas flores para uma jarra e coloquei uma moldura nossa em cima do móvel.

O jeitoso chegou.
Casados à pouco tempo, casa nova... Ele abre a porta da rua, eu estava no sofá e espreitei para lhe dizer olá. 
No mesmo instante em que ele abre a porta, fecha-a rapidamente.
Dali a uns segundos abre novamente e espreita para a sala onde eu estou com cara de parva a olhar para ele.
Entra e diz "apanhei um susto, pensei que tinha entrado em casa de outra pessoa!" 

Eu imagino a cara dele ao fechar a porta e pôr-se a admirar o patamar do prédio e a verificar se a porta era a correcta.

Esta e outras tantas nunca me hei-de esquecer, ainda hoje não consigo parar de rir, só quem visse a cara dele iria perceber.



Outra peripécia cá de casa neste género com a Catarina aqui.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Reciclar objectos :: Diy

Há dias fiz aqui em casa uma recolha de objectos que queria reciclar. Tenho a mania de guardar peças que acho que vão ter bom uso, por vezes não uso nada... mas estes guardei, sabia que iam ficar giros. Não interessa se demoram um ano ou um mês, quando vejo alguma coisa para a qual tenho uma ideia guardo numa caixa debaixo da cama (sim e então?).


Num dia bom, com a tinta dos móveis que andei a pintar com o compressor, pulverizei todos eles para que ficassem branquinhos. Podia ter utilizado uma lata de spray teria o mesmo efeito, sempre com pulverizações pequenas para que não escorresse e deixar secar entre cada uma de mão.






Este era um passarinho de um primo do meu marido, ele costuma criar pombos e tinha imensos troféus deste género. Eu apaixonada por passarinhos, claro que trouxe uns. Este pintei e deixe com a base de mármore, um outro soltou-se da base e coloquei-o numa gaiola pequenina que encontrei numa loja.







Ok este era muito simples comprava outro branco e pronto, mas se já tinha em bom estado, só não o queria rosa, tinta para cima! Fiz umas areias de propósito só para a fotografia .




Já tenho pintado alguns objectos destes cá em casa, o processo tem sido o mesmo e ainda andam por aqui. Não é um trabalho profissional, eu também não sou, mas o resultado para mim é bastante satisfatório.
No final o truque (penso eu) para que não lasquem é aplicar o spray de verniz, eu uso o mate mas também existe com brilho.





Ainda se lembram dos objectos todos?
Falta a dita jarra esquisita...




Resolvi fazer um prato de bolo com uma das peças, nem sei de onde era mas tinha o formato de uma "jarra". Pintei-a como anteriormente e apliquei no rebordo um pouco desta massa com que colei os roda-pés na sala e no corredor. Coloquei um prato de cozinha branco e ficou. Lavei dúzias de vezes e mantem-se intacto, mesmo com o calor do bolo quente (já vi pela internet fora fazerem com cola tudo em copos de pé alto...mas não me convence, se experimentarem contem-me o resultado).











Tem feito um brilharete nas nossas mesas de refeição :)



* o jarro com as hortenses também foi pintado da mesma forma há uns anos atrás e esse descasquei uns bocadinhos de propósito com a unha antes do verniz spray para o efeito mais rústico.


domingo, 9 de outubro de 2016

Suculentas

Aqui na zona centro do país, o calor no verão é quase insuportável e no nosso exterior não há planta que resista. Ou eu não sei cuidar delas... Aos poucos tenho tentado, sem sucesso ter alguma cor nas flores que vou plantando por aqui, mas desisti. Conheci o maravilhoso mundo das suculentas e não quero outra coisa. 

As suculentas são plantas que não necessitam de muitos, ou quase nenhuns, cuidados.
Não carecem de muita água (aguentam semanas) pelo contrário não devemos usar pratos nem deixar a terra com demasiada água, corremos o risco de deixar apodrecer as raízes.






 Para se reproduzirem é muito simples, basta cortar um pouco de um caule, espetar na terra, pressionar e aguardar. Resulta sempre.







Vou tirando daqui e dali e compondo vasos e canteiros pelo nosso exterior fora sem medo que tenham excesso de sol ou falta de água. Estas foram plantadas em blocos de cimento que sobraram da construção da nossa parede da sala, nada se perde tudo se transforma!


Estas suculentas por exemplo pegam bem com o caule, mas por experiência própria, também se reproduzem se deixarmos apenas pousada na terra, uma simples pétala. Basta isso e aguardar umas semanas para que comecemos a ver o nascimento da planta, não precisam de muita terra, basta que tenham contacto com o caule. 
A natureza é fantástica.









São várias as opções de arranjos com suculentas, eu desta vez selecionei uma chávena de chá que andava por aqui perdida e sem par.








* Outros arranjos de suculentas em mini abóboras aqui.


terça-feira, 4 de outubro de 2016

Karma is a bitch

Lembram-se daquele post em que o querido deixou um balde de óleo em cima da churrasqueira, choveu e o balde transbordou? Este mesmo...

Pois é, adivinhem quem é que limpou?
EU, claro o senhor estava a trabalhar muito e eu estava em casa já não podia ver o cão todo preto, o chão e os muros.
Adivinhei quem é que pintou o quintal todo este ano?
EU, claro o senhor tem estado a trabalhar muito e eu estou em casa tenho muito bem tempo.

O problema aqui não é o tempo, nem sequer é a primeira vez que eu pinto paredes, o problema é fazer asneira e não resolver.

O nosso exterior está óptimo e irei mostrar mais fotos em breve.

Mas o anexo... oh o anexo!








Ficou branquinho como a neve.


Este anexo é o santuário dele, onde guarda tudo o que é porcaria (dele) e a árvore de natal, as bicicletas das miúdas, o carrinho da Vi, ou uma pequena lata de tinta minha lhe estorvam imenso. Construímos este anexo de propósito para guardar "tralha" e ainda não está terminado, como tudo por aqui, mas ele teima que as coisas têm que estar ali arrumadas - sem prateleiras, armários ou que seja.

Pois eu, aqui em casa, também gosto das coisas arrumadas e faço por isso.


Querido duas palavras:

Karma is a bitch


(ok 4).

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Nova vida a móveis antigos

Há algum tempo, um casal pediu-me que desse uma nova vida a dois móveis de sala de jantar, por coincidência iguais ao meu, e dois espelhos clássicos.

                                    


São características deste mobiliário os pés torneados, a flor de liz e o estilo romântico. O branco quanto a mim torna qualquer móvel deste género mais bonito, ao redor tudo consegue fluir com harmonia e as linhas escuras tornam-se suaves e delicadas, o verdadeiro estilo shabby chic.



Depois de lixar e retirar todo o brilho da madeira que estava em excelente estado com mais de 50 anos, apliquei com a pistola de compressor uma leve camada de tinta aquosa mate, acho que ficam sempre melhor sem brilho.
Em seguida lixei com uma lixa de esponja fina para uniformizar e retirar qualquer vestígio a mais.
Voltei a pintar e depois de seco apliquei massa de fissuras em alguns defeitos da madeira ou em algumas junções menos perfeitas.







Lixei novamente tudo e apliquei mais tinta.
Lixei novamente com a lixa de esponja fina para madeira.


Acreditem ou não eu não sou dessas coisas, mas andei estes dias cheia de pó branco no nariz, mesmo com máscara não haviam quem aguentasse tanto pó.
Os vidros deram realmente muito trabalho, e foi perto da uma da manhã que consegui terminar para entregar no dia seguinte.




Não ficou um trabalho perfeito, nunca tirei qualquer formação nesta área e o que vou fazendo deve-se aos móveis que reciclei aqui em casa sempre sozinha, por tentativas e experiências aqui e ali.
Gosto de assumir os erros da madeira e este tipo de trabalho não é lacado, nunca pode ser uma pintura completamente perfeita.
Não apliquei verniz porque ainda não consegui encontrar o ideal... deixam sempre o trabalho amarelado e não gosto disso.








As fotos estão péssimas foram todas tiradas com o telemóvel, mas dá para ter uma ideia.
 Um dos espelhos é este na fotografia abaixo. Era um espelho lindo em talha dourada, tirei algumas fotos antes mas perdi-as não sei bem como. Tive que aplicar a massa em várias fissuras que apresentava, mas o espelho é composto por uma massa que parece gesso e ao lixar era como se fosse reconstruí-lo, ele assumia facilmente as linhas que eu lhe quisesse dar. Foi fácil conseguir os recortes e arredondar onde era preciso, mas precisou de bastante massa nas fendas que tinha no meio dos relevos.

Já no seu lugar, ok o papel de parede não fui eu, mas olhando para as fotos nem acredito que fui eu!